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Venezuelanos que vivem em Ribeirão temem pela integridade dos familiares na Venezuela

Professora de relações internacionais, Carolina Silva Pedrosa, explana sobre a crise no país sul-americano
Venezuelanos em Ribeirão
Professora de relações internacionais, Carolina Silva Pedrosa, explana sobre a crise no país sul-americano

Professora de relações internacionais, Carolina Silva Pedrosa, explana sobre a crise no país sul-americano

A crise humanitária e geopolítica na Venezuela é o foco de uma entrevista com a professora Carolina Silva Pedroso, especialista em análise de política externa e coordenadora do curso de Relações Internacionais da Unaerp. O cenário é dramático: 80% da população vive em extrema pobreza, uma situação sem precedentes na América do Sul.

A Crise Humanitária e suas Implicações

A professora Carolina destaca a gravidade da crise humanitária venezuelana, comparando-a a situações nunca antes vistas na região. Além do sofrimento da população, com a falta de alimentos e medicamentos, a crise possui implicações geopolíticas significativas, principalmente pelo fato da Venezuela possuir as maiores reservas de petróleo do mundo. O controle dessas reservas é um fator crucial na manutenção do poder do atual governo.

A Posição Internacional e as Sanções Econômicas

O Grupo de Lima descartou a intervenção militar na Venezuela, mas os Estados Unidos têm intensificado as sanções econômicas contra o governo de Nicolás Maduro. A professora explica que essas sanções, embora não representem uma intervenção militar direta, enfraquecem o governo internamente, limitando sua capacidade de importar bens essenciais. O Brasil, por sua vez, mantém uma posição mais moderada, buscando a união dos países da América do Sul para auxiliar a Venezuela, mas se opondo a uma intervenção militar.

Desafios e o Futuro da Crise

A entrevista também inclui depoimentos de venezuelanos que migraram para Ribeirão Preto, relatando suas dificuldades e a preocupação com familiares que permanecem na Venezuela. A professora Carolina analisa que a permanência de Nicolás Maduro no poder depende principalmente do apoio das forças armadas. Apesar da crescente oposição e da expectativa de deserções no dia 23 de fevereiro, o apoio militar a Maduro permanece forte, indicando que a crise ainda deve se prolongar.

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