Luiz Carlos Boarati (PRD) disse a jovem, de 15 anos, que daria uma quantia em dinheiro a ela todas as vezes que saíssem juntos
O vereador Luiz Carlos Boaratti, Vereador de Patrocínio Paulista é preso, de Patrocínio Paulista, foi preso em flagrante na quinta-feira (8) em Franca, suspeito de oferecer dinheiro a uma adolescente de 15 anos em troca de encontros sexuais. A mãe da jovem relatou que a filha conheceu o parlamentar dias antes em um bar na cidade, enquanto estava acompanhada do namorado. Segundo a mulher, o vereador fez elogios à beleza da adolescente.
Contexto da denúncia: Na quarta-feira (7), a adolescente contou ao namorado que enfrentava dificuldades financeiras devido à doença renal da mãe. O jovem ofereceu R$ 200 para ajudar e informou o vereador, que é patrão dele em uma empresa, sobre a situação. Conforme relato da mãe, o vereador se dispôs a ajudar com uma quantia maior e até entregou dinheiro à adolescente em Franca. Ele também visitou a casa da família e acompanhou mãe e filha a um supermercado.
Monitoramento das conversas e prisão
A mãe desconfiou da atitude do vereador durante as compras e passou a monitorar as mensagens e ligações entre ele e a filha. Em uma das conversas gravadas, o parlamentar prometeu dar dinheiro à jovem sempre que saísse com ela. Na quinta-feira, a mãe e a adolescente registraram boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa da Mulher. Enquanto isso, o vereador enviava mensagens, e a polícia foi ao local indicado por ele para realizar a prisão em flagrante.
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Investigação e acusações: A delegada Juliana Paiva, responsável pelo caso, afirmou que o vereador se aproveitou da vulnerabilidade social da vítima para obter vantagens, utilizando a situação de auxílio material para exploração sexual. Luiz Carlos Boaratti deve responder pelo crime de favorecimento à prostituição, cuja pena pode chegar a até 10 anos de prisão em caso de condenação.
Posicionamentos oficiais: A defesa do vereador afirmou que a adolescente teria procurado o parlamentar para pedir ajuda financeira, marcado encontros e armado um flagrante junto à polícia. A delegada Juliana Paiva negou essas alegações, afirmando que não há qualquer menção da menor às autoridades nas conversas, tampouco ameaça ou chantagem.
A Câmara de Patrocínio Paulista informou que aguarda o andamento das investigações da Polícia Civil para se manifestar posteriormente.
Informações adicionais
Não foram divulgados detalhes sobre o andamento atual do processo ou outras medidas tomadas pela Câmara Municipal.



