Antônio César Peghini, o Cézinha, é acusado de pedir reembolso da Câmara de compras com fins particulares
O vereador Antônio César Pegini, do PMDB, foi cassado na noite de ontem em Sertãozinho após investigação por uso indevido de verba pública. A cassação ocorreu após cerca de quatro horas de debate na Câmara Municipal, com resultado de 14 votos a 2 pela cassação.
Gastos com Queijos, Vinhos e Bacalhau
A investigação se baseou em uma nota fiscal de R$ 521,00 de um impório de queijos, vinhos e bacalhau no Mercadão Municipal de São Paulo, referente a uma viagem do vereador à capital paulista em 16 de dezembro de 2015. O advogado de defesa, Rogério Miguel e Silva, alega que a decisão foi política e que não há provas de desvio de dinheiro público.
Contradições e Pressões Políticas
O advogado destaca contradições no processo, citando o arquivamento inicial do caso pelo Conselho de Ética da Câmara Municipal, que posteriormente mudou de posição e incluiu o assunto em pauta. Há rumores de pressão do prefeito sobre os vereadores para a votação pela cassação. Além disso, o advogado menciona denúncias de uso indevido de veículos oficiais por outros vereadores, contrastando com o uso do veículo oficial por Pegini para buscar agregados pelo município e viagens oficiais a São Paulo.
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Consequências e Precedentes
Pegini ainda responde a processo por uso de documento falso na comprovação de gastos com refeições em legislatura anterior, com sua assessora, José Rodrigues, também indiciada. Marco Malanotti, também do PMDB, assume a vaga na Câmara. A última cassação de vereador em Sertãozinho ocorreu em março de 2015.



