Juninho ‘Serralheiro’ (PT) disse que não faz parte de nenhum esquema fraudulento; Operação foi deflagrada nesta manhã
Em operação conjunta do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) e Polícia Militar, foram presos na manhã desta quarta-feira seis indivíduos em Morro Agudo, suspeitos de crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, organização criminosa e peculato praticados na prefeitura da cidade. As investigações, iniciadas no final de 2022, são desdobramentos da Operação Purgamento, que apurava fraudes em licitações da coleta de lixo.
Prisões e Apreensões
Entre os presos estão o secretário de obras, João Marcos Fischer (com duas espingardas apreendidas em sua residência), o vereador Juninho Serralheiro (PT), com munições e uma habilitação falsa encontradas em sua casa, e Tiago Estolarique, ex-candidato à prefeitura e com direitos políticos suspensos, casado com a atual secretária de saúde. Elisiane Ferreira, secretária do prefeito, e a chefe do setor de licitações também foram presas. Uma terceira funcionária comissionada permanece foragida. Foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão em secretarias da cidade e no departamento de compras, incluindo a residência do prefeito, onde foram apreendidos documentos e um computador.
Investigação e Desdobramentos
Segundo o promotor do Gaeco, Rafael Piola, a investigação se intensificou após a prisão de um dos investigados durante a Operação Purgamento. A prefeitura de Morro Agudo ficou lacrada durante grande parte da manhã enquanto promotores e policiais militares buscavam provas. Os materiais apreendidos foram encaminhados à sede do Gaeco em Franca, e os presos ao terceiro distrito policial. A prisão temporária dos envolvidos pode ser prorrogada por mais cinco dias.
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Reações e Próximos Passos
Os advogados dos investigados não foram encontrados para comentar sobre o caso. A assessoria de imprensa do prefeito Gilberto Barbíte também não retornou aos contatos da imprensa até o fechamento desta matéria. O vereador Juninho Serralheiro, em entrevista à IPTV, negou envolvimento nos crimes. As investigações seguem em andamento, com o Gaeco buscando esclarecer todos os detalhes da operação e o alcance da organização criminosa.



