Medida visa levantar dinheiro com estas parcerias; estádio do Botafogo-SP é um exemplo deste tipo de negócio
Nesta semana, a Câmara Municipal de Ribeirão Preto analisa dois projetos de lei interessantes. O primeiro, de autoria do vereador André Rodini (Partido Novo), propõe que a prefeitura lucre com a venda de naming rights de espaços públicos. A ideia é semelhante ao que acontece em estádios de futebol, onde empresas pagam para ter seus nomes associados a arenas esportivas. Rodini sugere que praças, áreas de lazer e ginásios municipais possam receber nomes de empresas em troca de recursos para a prefeitura.
Venda de Naming Rights: Uma Nova Fonte de Receita?
O projeto permite que a prefeitura abra um processo formal para empresas interessadas em associar suas marcas a espaços públicos. Embora a iniciativa privada já utilize o naming rights, a aplicação em espaços públicos é inédita em Ribeirão Preto e no Brasil. A proposta gerou debates sobre sua viabilidade e impacto na cidade.
Internet Gratuita em Estabelecimentos com Cardápio Digital
Outro projeto em análise, de autoria do vereador Paulo Modas, obriga estabelecimentos comerciais com cardápio digital (apenas QR Code) a oferecer internet gratuita aos clientes. A proposta surge em resposta à crescente adoção de cardápios digitais durante a pandemia, com muitos estabelecimentos mantendo essa prática mesmo após o fim das restrições. A discussão envolve a praticidade do cardápio digital, a inclusão digital e a preferência de alguns clientes por métodos tradicionais de atendimento.
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Ambos os projetos demonstram a busca por soluções inovadoras para a gestão pública e atendem a demandas da sociedade. A aprovação dependerá da análise das comissões permanentes da Câmara Municipal e do debate entre os vereadores. As discussões em torno do naming rights e da internet gratuita em estabelecimentos com cardápio digital refletem tendências nacionais e as adaptações necessárias para atender às mudanças de comportamento do consumidor.