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Vereador quer saber qual a destinação do dinheiro ‘parado’ nos cartões do transporte de Ribeirão

Marcos Papa protocolou um pedido no Ministério Público para investigar o saldo retido no passe dos usuários do coletivo
cartão transporte Ribeirão
Marcos Papa protocolou um pedido no Ministério Público para investigar o saldo retido no passe dos usuários do coletivo

Marcos Papa protocolou um pedido no Ministério Público para investigar o saldo retido no passe dos usuários do coletivo

Após meses de cobranças sobre as melhorias no transporte público de Ribeirão Preto, o advogado Paulo Braga, representante do consórcio PróUrbano, garantiu a troca de metade da frota de ônibus até dezembro de 2023.

Melhorias na Frota e Ações na Justiça

Segundo Braga, as empresas enfrentaram prejuízos financeiros durante a pandemia, devido à redução no número de passageiros, impactando a renovação da frota em 2020 e 2021. Um laudo independente apontou um prejuízo de 280 milhões de reais para o sistema. Um acordo entre a prefeitura e o PróUrbano, aprovado na Câmara no final do ano passado, prevê um repasse de 70 milhões de reais às empresas, em troca da suspensão de ações judiciais e da renovação de 50% da frota em 2023. Braga confirmou o compromisso com o acordo, afirmando que a aquisição de novos veículos já está em andamento, com previsão de entrega até dezembro. Os novos ônibus contarão com internet, ar condicionado e outros recursos.

Recursos e Controvérsias

Apesar do acordo, a situação não está totalmente resolvida. Um repasse anterior de 17 milhões de reais feito pela prefeitura em 2021, e posteriormente questionado judicialmente, está sendo contestado. Braga afirma que o consórcio recorrerá da decisão judicial de primeira instância que determinou a devolução do valor. Além disso, os vereadores Marcos Papa e Dudu Hidalgo pretendem questionar judicialmente o repasse de 70 milhões de reais, mas Braga se mostra tranquilo, considerando o questionamento como parte do processo democrático.

Investigação sobre Saldos em Cartões de Transporte

O Ministério Público investiga o saldo retido nos cartões de transporte público, um valor que, segundo o vereador Marcos Papa, alcançava 21,25 milhões de reais e chegou a 40 milhões em 2018. Papa alega violação de direitos coletivos e enriquecimento ilícito por parte do consórcio. Ele propôs um acordo para que esse dinheiro fosse destinado a um fundo de mobilidade urbana, mas a prefeitura se negou. A denúncia, protocolada em 14 de abril, está sendo analisada pela promotoria. O vereador afirma que esse recurso pertence aos usuários e deve ser utilizado em benefício do sistema de transporte público.

A situação do transporte público em Ribeirão Preto permanece complexa, com acordos, ações judiciais e investigações em andamento. A população aguarda as melhorias prometidas e a resolução das questões financeiras e legais envolvidas.

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