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Vereador Ramom Faustino se manifesta contra o aumento dos salários de parlamentares e prefeito de Ribeirão

Parlamentar disse que o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) não é favorável ao projeto, e por isso não assinará a proposta
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Parlamentar disse que o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) não é favorável ao projeto, e por isso não assinará a proposta

Parlamentar disse que o Partido Socialismo e Liberdade (Psol) não é favorável ao projeto, e por isso não assinará a proposta

A Câmara Municipal de Ribeirão Preto aprovou um aumento salarial polêmico para vereadores, prefeito e servidores municipais, gerando grande repercussão negativa nas redes sociais. O reajuste total chega a 49,1%, impactando significativamente os cofres públicos.

Reajuste Salarial e suas Consequências

O aumento, que entrará em vigor em 2025, corresponde a uma recomposição salarial desde 2016, considerando a inflação acumulada até 2024. O salário do prefeito, por exemplo, passará de R$ 23 mil para R$ 34.300, enquanto o dos vereadores saltará de R$ 13.800 para R$ 20.500. Essa significativa alta gerou indignação popular, principalmente em um momento de crise econômica.

Oposição e Desdobramentos

Nem todos os vereadores apoiaram o reajuste. O vereador Ramão Faustino (PSOL), por exemplo, se manifestou publicamente contra a proposta, alegando que o partido é contra aumentos de subsídios sem o alinhamento com a data-base dos servidores e com percentuais semelhantes. A votação resultou em 21 votos a favor e apenas um contra, contrariando a expectativa inicial da mesa diretora de aprovação unânime. Além dos agentes políticos, o aumento também beneficia 378 servidores e pensionistas que recebem o teto salarial municipal, equivalente ao salário do prefeito.

Análise e Perspectivas

A decisão de aumentar os salários em 49,1% é questionável, principalmente considerando a alta da Selic (13%). Embora o cálculo contemple a inflação acumulada desde 2016, o percentual final é elevado. A justificativa de recomposição salarial não apaga a polêmica, principalmente porque o aumento poderia ter sido feito de forma dissociada entre os poderes legislativo e executivo, com percentuais distintos. A influência de reajustes em outros níveis de governo (estadual e federal) também contribuiu para a decisão, criando um efeito cascata. A situação da secretária Gláucia Berenice, que optou por manter o salário de vereadora (R$ 13.800) em vez de assumir a secretaria (R$ 11.500), ilustra as complexidades e motivações políticas envolvidas.

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