Dossiê será entregue ao Ministério Público e ao Gaeco de São José do Rio Preto
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou irregularidades no pagamento de funcionários da Prefeitura de Barretus concluiu seus trabalhos. O suposto esquema, conhecido como “Farra dos Olerites”, teria desviado mais de R$ 11 milhões dos cofres públicos.
Investigação e Relatório
Após 90 dias de investigação, com análise de mais de 20 mil páginas de documentos, depoimentos de testemunhas e reuniões, a CPI, sob a relatoria do vereador Rafael Oliveira, apresentou seu relatório. O documento aponta diversas irregularidades ocorridas entre 2017 e 2018, e anos anteriores. A CPI destaca que sua função é investigativa, não tendo poder de condenação, e que os relatórios foram encaminhados às autoridades competentes para as devidas providências.
Encaminhamentos e Responsabilidades
O relatório da CPI foi encaminhado a diversos órgãos, incluindo o Ministério Público de Barretus, o Gaeco de São José do Rio Preto, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, a Procuradoria-Geral do Estado e a Receita Federal. A investigação também analisou a participação do prefeito Guilherme Diávila, que apresentou sua defesa. Há indícios de que o dinheiro desviado tenha sido usado em campanhas políticas de 2018, levando ao encaminhamento de cópia do relatório ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.
Duas pessoas foram indiciadas: Adriana Soprano, apontada como chefe do esquema, e seu esposo. Ambos responderão por peculato, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistemas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A defesa de Adriana Soprano se manifestará após acesso às provas, enquanto a defesa do marido nega seu envolvimento. O prefeito nega envolvimento nos crimes e afirma que a secretária Adriana Soprano foi recomendada para o cargo por sua experiência em outras prefeituras. Ela foi afastada do cargo e chegou a ser presa durante as investigações.



