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Vereadores contestam trabalho escolar sobre intolerância religiosa e homofobia em São Carlos

A sessão da Câmara foi marcada por confusão entre parlamentares, alunos e professores; caso será enviado ao MP
intolerância religiosa e homofobia
A sessão da Câmara foi marcada por confusão entre parlamentares, alunos e professores; caso será enviado ao MP

A sessão da Câmara foi marcada por confusão entre parlamentares, alunos e professores; caso será enviado ao MP

A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de São Carlos, realizada na última terça-feira, foi marcada por intensa polêmica. Professores e alunos lotaram o plenário em protesto contra quatro vereadores – Leandro Guerreiro, Moisés Lazarini, Lucão Fernandes e Edson Ferreira – que questionaram um trabalho escolar sobre tolerância religiosa e sexual na Escola Municipal Carmine Bota.

Protesto e Repercussão

Os manifestantes, com cartazes de repúdio à intolerância e ao preconceito, expressaram sua indignação com a atitude dos vereadores. O vereador Edson Ferreira alegou ter recebido denúncia sobre imagens inadequadas na escola, sem conhecimento prévio de que se tratava de um trabalho estudantil. Leandro Guerreiro, em vídeo publicado nas redes sociais, chamou o trabalho de “putaria” e prometeu combater os “canalhas” envolvidos. Lucão Fernandes defendeu o debate do tema, tanto nas escolas quanto em casa, mas reconheceu a necessidade de diálogo.

Reações e Investigações

A professora Rosane Santos relatou agressão verbal por parte dos vereadores durante a visita surpresa à escola. Alunos, como Emily dos Santos, manifestaram sua indignação com a remoção agressiva dos trabalhos. O Conselho do Sindicato dos Professores de São Paulo também se manifestou, repudiando a ação dos vereadores e apoiando a escola. A sessão foi interrompida diversas vezes devido aos conflitos. O vereador Moisés Lazarini considerou a abordagem do tema como desproporcional, criticando a forma como o movimento LGBT e a fé cristã foram tratados. O caso foi encaminhado ao Ministério Público de São Carlos e à Vara da Infância e Juventude, posteriormente repassado à Vara de Direitos Humanos para investigação de crimes de intolerância.

O episódio expôs tensões sociais e políticas, agravadas pelo período eleitoral. A falta de diálogo prévio e a conduta dos vereadores geraram revolta na comunidade escolar e acenderam debates sobre tolerância, respeito à diversidade e a importância do diálogo em questões sensíveis. A investigação em curso buscará apurar as responsabilidades e as consequências dos atos dos vereadores.

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