Grupo que geralmente vota a favor das pautas do Executivo ficou divido na sessão de quinta (27); Marcelo Fontes traz os detalhes
Derrota de Projeto de Repasse de R$ 70 Milhões à Consórcio Pró-Urbano em Ribeirão Preto
Bastidores da Votação
A votação do projeto de repasse de R$ 70 milhões à Consórcio Pró-Urbano, responsável pelo transporte público de Ribeirão Preto, terminou em um empate de 11 a 11, resultando na derrota da proposta. A decisão gerou muita polêmica, com intensa mobilização nas redes sociais contra o repasse. Vereadores relataram pressão significativa para que votassem contra o projeto, devido à insatisfação popular com o serviço prestado. A análise dos números e a busca por votos foram cruciais nos bastidores da Câmara, com conversas e tentativas de mudança de votos até o último momento. O presidente da Câmara, Alessandro Maraca, votou a favor, fato incomum, demonstrando a tentativa de garantir a aprovação do projeto.
Desgaste Político e Reações
A votação gerou desgaste político para os vereadores que votaram a favor, com compartilhamento massivo de prints do painel de votação em redes sociais e grupos de WhatsApp. A pressão da opinião pública, contrária ao repasse devido à percepção de má qualidade do serviço, influenciou significativamente o resultado. Vereadores que apoiaram o projeto acreditavam em sua aprovação, o que demonstra a subestimação da oposição ao repasse. Após a derrota, a prefeitura precisará rever sua estratégia e buscar novas formas de lidar com a situação financeira do transporte público.
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Próximos Passos e Impactos
Com a rejeição do projeto, o repasse de R$ 70 milhões está suspenso. A prefeitura terá que apresentar um novo projeto, buscando novas negociações com a Câmara Municipal. O Consórcio Pró-Urbano, por sua vez, ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão, gerando incertezas sobre o futuro do transporte público na cidade e afetando os planos da empresa, incluindo o pagamento do 13º salário dos funcionários. O projeto previa, além do repasse financeiro, uma repactuação geral do contrato de concessão, incluindo subsídios para manter o valor da tarifa. A situação demonstra um impasse entre a necessidade de recursos para o sistema de transporte e a insatisfação da população com o serviço atual.