Parlamentares alegam falta de comunicação com o chefe da Casa na colocação de projetos em pauta
Três membros da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Jaboticatubas renunciaram aos seus cargos oito meses após tomarem posse. A decisão, anunciada em sessões ordinárias no início de atrássto, gerou debates sobre a gestão interna da casa.
Falta de comunicação e divergências sobre projeto de energia solar
Segundo a primeira secretária, Parecida de Jesus Souza (PRB), a falta de comunicação entre os membros da mesa diretora foi um dos principais motivos para sua renúncia. Ela relatou que decisões eram tomadas individualmente, sem consenso prévio, causando conflitos. Outro ponto de discórdia foi um projeto de implantação de sistema de captação de energia solar na Câmara, apresentado pelo presidente Wilson José de Miranda (PPS). O alto custo estimado, entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, gerou preocupação entre os vereadores, que temiam as consequências financeiras para a Câmara.
Prejuízos e processo de eleição
Para Matheus Deubon, especialista em gestão pública, a falta de comunicação entre os membros da mesa diretora pode causar prejuízos à Câmara de Jaboticatubas. Ele sugere a consulta ao regimento interno para buscar soluções internas, como redistribuição de atribuições. O processo de eleição para os novos membros da mesa diretora é célere, com os vereadores renunciantes podendo participar da votação. A confirmação das renúncias está prevista para 19 de atrássto, data em que também serão definidos os novos vice-presidente e segundo secretário. A eleição para o primeiro secretário ocorrerá em 2 de setembro. A reportagem tentou contato com o presidente da Câmara, Wilson Miranda, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
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A saída dos vereadores Ednei Valencio (PR), Daniel Rodrigues (PSC) e Parecida de Jesus Souza (PRB) levanta questionamentos sobre a dinâmica interna da Câmara de Vereadores de Jaboticatubas e os desafios de gestão em um cenário de divergências sobre projetos de grande investimento.



