Honraria é concedida a pessoas que prestaram relevantes serviços ao município; 13 parlamentares votaram a favor
A Câmara Municipal de São Carlos aprovou na sessão desta terça-feira a concessão do título de cidadão honorário ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O projeto, de autoria do vereador Moisés Lazarini (União Brasil), foi votado em meio a forte tensão no plenário, com manifestações favoráveis e contrárias e restrições à participação do público.
Votação e divisão entre os vereadores
A proposta recebeu apoio de bancadas aliadas ao autor do projeto, enquanto partidos de oposição, como PSDB e PT, manifestaram-se contrariamente. Houve também divisão interna em alguns partidos, incluindo o Cidadania, que teve vereadores votando em sentidos opostos. Dois parlamentares estavam ausentes na sessão e houve ao menos uma abstenção registrada.
Limitações e impasse no plenário
A sessão foi marcada pela limitação do número de pessoas presentes — o público foi reduzido a 50 pessoas — e pela restrição de falas de representantes de categorias, entre eles integrantes do sindicato dos docentes local (Fiscar), cujo direito de manifestação foi impedido, segundo relatos. A votação chega depois de uma tentativa frustrada de apreciação na semana anterior, quando falta de quórum e manobras regimentais adiaram a decisão.
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Reações e contexto
A entrega do título ocorreu entre aplausos e protestos. Críticos lembraram investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado e apontaram avaliações negativas sobre a gestão do ex-presidente durante a pandemia de Covid-19, além de críticas a cortes orçamentários que afetaram a Universidade Federal de São Carlos. Defensores, por sua vez, destacaram serviços que consideram relevantes para a cidade e a população, argumento usado para justificar a concessão da cidadania honorária.
O episódio reaviva o debate local sobre limites entre homenagem institucional e posicionamentos políticos, e deve continuar a repercutir nas próximas sessões e na opinião pública municipal.



