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Vereadores de Serrana aprovam redução salarial de Prefeito e Vice

Vencimentos do Chefe do Executivo cairá de R$ 21 mil para R$ 15 mil em 2017; vice e secretários passarão a ganhar R$ 5 mil
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Vencimentos do Chefe do Executivo cairá de R$ 21 mil para R$ 15 mil em 2017; vice e secretários passarão a ganhar R$ 5 mil

Vencimentos do Chefe do Executivo cairá de R$ 21 mil para R$ 15 mil em 2017; vice e secretários passarão a ganhar R$ 5 mil

A Câmara Municipal de Serrana tomou uma decisão que impactará os salários dos agentes políticos da cidade. Os vereadores eleitos em outubro manterão seus salários brutos mensais em R$ 5 mil. Paralelamente, houve uma votação para reduzir o salário do prefeito de R$ 21 mil para R$ 15 mil por mês.

Vice-prefeito e secretários municipais, que atualmente recebem R$ 9.300, passarão a ganhar R$ 5 mil mensais em 2017, igualando-se ao rendimento dos vereadores. A medida visa gerar economia aos cofres públicos, mas levanta discussões sobre a atratividade de profissionais qualificados para a gestão municipal.

Impacto da Redução Salarial nos Cargos de Confiança

Mateus Deubon, especialista em gestão pública e professor da FAAP, avalia a decisão como uma jogada política, considerando a proximidade das eleições municipais. Ele ressalta que a redução drástica nos salários de secretários municipais pode dificultar a atração de profissionais de alta competência, comparando com a média salarial da iniciativa privada. Em municípios menores, salários pouco atrativos podem levar à composição de quadros com pessoas menos qualificadas, impactando negativamente a gestão.

O Problema do Inchaço da Máquina Pública

A expressão “cabide de empregos” frequentemente descreve a máquina pública brasileira, marcada por excesso de cargos comissionados e indicações políticas em detrimento de escolhas técnicas. Deubon aponta o inchaço da máquina pública como um grande problema nas prefeituras, com retrabalho e falta de eficiência nos processos administrativos. A ausência de reformas administrativas e a nomeação de pessoas com vínculos partidários em cargos de confiança agravam a situação, exigindo a contratação de técnicos para suprir a falta de qualificação.

Priorizando a Eficiência em Tempos de Crise

Em um cenário de crise política, social e econômica, enxugar o orçamento público deveria ser uma prioridade para gestores municipais, estaduais e federais. Embora cortes de gastos possam parecer traumáticos, governar com responsabilidade implica definir e direcionar prioridades. Deubon defende um tamanho moderado do Estado, evitando atividades não essenciais para evitar dificuldades futuras em cortar programas já estabelecidos. Alternativas como transferir a gestão para a iniciativa privada ou para o terceiro setor podem ser consideradas, dependendo da viabilidade econômica.

A decisão da Câmara Municipal de Serrana de reduzir os rendimentos de vereadores, prefeito, vice-prefeito e secretários, vai gerar uma economia estimada em mais de 3 milhões e 120 mil reais para os cofres da cidade nos próximos quatro anos. A informação foi divulgada por Lucas Bretas, para a Rádio CBN Ribeirão.

Ao final, a busca por uma gestão pública eficiente e responsável passa pela otimização de recursos e pela valorização de profissionais qualificados, visando o bem-estar da população.

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