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Uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ampliou a imunidade parlamentar dos vereadores em todo o país, permitindo que se expressem livremente, inclusive sobre o chefe do executivo, sem o risco de ações judiciais, desde que dentro do exercício da atividade parlamentar.
O Alcance da Decisão do STF
O STF, ao julgar um recurso extraordinário de uma cidade, estendeu a decisão para todos os vereadores do Brasil. A corte entende que, como representantes do povo, os vereadores devem ter liberdade para expressar suas opiniões no exercício de suas funções. Essa liberdade é vista como essencial para o debate político e a fiscalização do poder executivo.
Limites e Responsabilidades
Apesar da ampliação da imunidade, os vereadores não têm carta branca para dizer o que quiserem. A Constituição Federal prevê punições para abusos, que devem ser aplicadas pelo próprio Poder Legislativo, por meio de suas comissões e conselhos de ética. Caso um vereador ofenda alguém, a vítima não pode recorrer à justiça comum para buscar reparação por danos morais. A alternativa é mobilizar os vereadores da base para acionar o Conselho de Ética, que poderá avaliar uma possível sanção.
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Reações e Temores
A decisão do STF gerou reações diversas. Alguns políticos, como o vereador Ricardo Silva, consideram a medida importante para garantir a liberdade de expressão dos representantes do povo, desde que as falas sejam de interesse público. Outros, como o cientista político Fábio Pacano, temem que a decisão possa levar a abusos e ofensas gravíssimas, dada a realidade política brasileira.
A nova interpretação da imunidade parlamentar exige dos vereadores responsabilidade e ética no exercício de suas funções, equilibrando a liberdade de expressão com o respeito aos limites impostos pela lei e pela moralidade pública.



