Para cientista social, essa é uma boa opção para aproximar o candidato do eleitor e nivelar as campanhas
A Câmara Municipal se prepara para debater, mais uma vez, a proposta de proibir a exibição de placas com nomes de candidatos durante o período eleitoral. A medida, que visa a diminuir a poluição visual na cidade, reacende a discussão entre os vereadores e divide opiniões sobre seus impactos.
O Debate na Câmara e a Visão do Especialista
A proposta tem gerado controvérsia entre os 22 parlamentares, com alguns argumentando que a proibição prejudicaria candidatos menos conhecidos. O cientista social Fábio Pacano, por outro lado, defende a iniciativa como uma forma de nivelar a disputa, minimizando a influência do poder econômico e incentivando um contato mais direto entre candidatos e eleitores.
Pacano destaca que a medida pode reduzir a vantagem de candidatos com maior poder aquisitivo, promovendo uma competição mais justa. Além disso, a ausência de cartazes forçaria os candidatos a buscarem um contato mais próximo com a população, o que poderia enriquecer o debate eleitoral.
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A Polêmica da Propaganda em Imóveis Particulares
Outro ponto sensível da pauta é a proibição de placas em imóveis. Um substitutivo apresentado ao projeto original busca impedir a propaganda eleitoral para vereadores e prefeitos em propriedades privadas. Fábio Pacano critica essa restrição, defendendo a liberdade individual de exibir mensagens em sua própria residência, desde que não promovam ódio ou atividades ilegais.
Estratégias e Expectativas para a Votação
A votação da proposta foi adiada na semana passada por falta de quórum, o que pode indicar uma estratégia para retardar a aprovação do projeto. A oposição, ciente das manobras regimentais, busca o momento oportuno para colocar o tema em pauta e garantir que a discussão avance. Atualmente, a legislação eleitoral permite o uso de placas de até 4 metros quadrados, mas o projeto em debate busca extinguir essa prática.
A expectativa é que o assunto seja votado na sessão desta noite na Câmara. Resta saber se a proposta será aprovada e se a cidade poderá ter eleições mais limpas e com maior foco no debate de ideias.



