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Vergonha excessiva pode estar relacionada a falta de autoestima?

Psicóloga Danielle Zeoti fala desse tipo de personalidade na coluna 'CBN Comportamento'
Vergonha excessiva autoestima
Psicóloga Danielle Zeoti fala desse tipo de personalidade na coluna 'CBN Comportamento'

Psicóloga Danielle Zeoti fala desse tipo de personalidade na coluna ‘CBN Comportamento’

A vergonha, uma emoção poderosa e complexa, frequentemente nos impede de sermos nós mesmos. Especialistas como Brené Brown a definem como o medo de não sermos bons o suficiente, levando muitas pessoas a evitarem situações sociais e a se tornarem invisíveis.

A Prisão da Vergonha

A vergonha excessiva nos aprisiona, fazendo-nos nos vermos através do julgamento dos outros. Nietzsche, por exemplo, afirmava que a liberdade do homem está em não sentir vergonha de si mesmo. Essa autocrítica excessiva, muitas vezes decorrente de uma alta autoexigência, gera insegurança e instabilidade na autoestima. O envergonhado em demasia teme que suas falhas sejam descobertas.

Superando a Vergonha: Aceitação e Autocompaixão

Lacan, psicanalista de renome, destaca que somos seres “faltantes”, e o crescimento pessoal se dá pelo reconhecimento e superação dessas faltas. A vergonha excessiva, portanto, resulta em frustração e infelicidade. O primeiro passo para superá-la é reconhecer e aceitar a própria vergonha, analisando suas consequências negativas. A raiva e a frustração geradas podem ser catalisadoras de mudança. É importante lembrar que não se trata de eliminar a vergonha por completo, mas sim de transformá-la em algo mais leve e menos paralisante.

Vergonha: Uma Aliada Inesperada?

Estudos demonstram que níveis moderados de vergonha, como o constrangimento em situações sociais, podem ser positivos, indicando confiabilidade e credibilidade. A chave é encontrar um equilíbrio, evitando a autocrítica excessiva e aprendendo a ser mais gentil consigo mesmo. Em vez de se autoflagelar, é preciso ter compaixão e entender que errar faz parte da vida. Afinal, a vida já apresenta obstáculos suficientes sem que nos tornemos nossos próprios algozes.

Em resumo, a jornada para lidar com a vergonha envolve autoconhecimento, aceitação das próprias falhas e desenvolvimento da autocompaixão. Transformar a vergonha paralisante em uma emoção mais leve e administrável é fundamental para uma vida mais plena e feliz.

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