Responsável pela Coordenadoria do Bem-Estar Animal foi sabatinada pelos integrantes da CPI da Eutanásia
A coordenadora de bem-estar animal de Ribeirão Preto, Carolina Vilela, prestou depoimento na CPI que investiga casos de eutanásia irregular no município. Durante a sabatina, Vilela detalhou as dificuldades enfrentadas pela coordenadoria.
Atendimento precário e falta de estrutura
Vilela explicou que a falta de estrutura impede o atendimento de todos os animais necessitados. A coordenadoria recolhe apenas animais debilitados, o que resulta em animais feridos ou doentes chegando à unidade. A ausência de veterinário 24 horas, centro cirúrgico adequado e espaço para quarentena dificulta o tratamento e aumenta o risco de contágio entre os animais.
Eutanásia e falta de recursos
A coordenadora negou irregularidades na prática de eutanásia, mas admitiu que a precariedade da estrutura compromete o diagnóstico preciso. A falta de equipamentos e de convênio com clínicas terceirizadas impede exames completos, dificultando a tomada de decisões sobre o tratamento ou eutanásia.
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Necessidade de melhorias e intervenção
Para melhorar o atendimento, Vilela defendeu a necessidade de um convênio com clínica particular, afirmando ter solicitado ao governo municipal. O vereador Marcos Papa, presidente da CPI, criticou a falta de preparo da coordenadora, alegando que ela não respondeu a questionamentos técnicos por falta de conhecimento. Papa reforçou a necessidade de intervenção da prefeitura na coordenadoria, apontando a falta de qualificação administrativa e técnica da atual gestão. A CPI pretende ouvir antigos gestores para comparar os atendimentos prestados anteriormente.



