Ana Lúcia Baldan falou à CBN Ribeirão
A veterinária Ana Lúcia Baldan concedeu entrevista à EPTV Ribeirão para falar sobre a leishmaniose, Veterinária é exonerada do cargo após pedir eutanásia para cão, doença grave e fatal considerada a sexta pior enfermidade mundial. Segundo Ana Lúcia, o protocolo adotado para o tratamento dos animais infectados é o sacrifício, ou seja, a eutanásia dos cães contaminados.
“Eu solicitei que eu pudesse conversar com a família desse animal. Se ela sumisse um tratamento, ela estaria também tendo que pensar na parte humana, a parte de saúde pública. Se a gente já está tão preocupada com a dengue, imagine o que o mosquito, transmissor da leishmaniose, pode fazer.”
Poucos dias após realizar a eutanásia de um animal infectado, Ana Lúcia foi informada de sua exoneração do cargo de chefe do departamento de zoonoses da cidade. Ela afirmou que a demissão teve interferência política e que a decisão partiu da vereadora Viviane Alexandre, do PPS.
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A veterinária esteve no cargo por três meses e destacou que a própria vereadora foi responsável por sua contratação. Ana Lúcia relatou que assumiu um cargo de confiança indicado pela vereadora, que a avisou por telefone sobre a nomeação e deixou claro que buscava uma parceria, não uma pessoa técnica no cargo.
“Eu assumi um cargo de confiança, está indicado pela vereadora Viviane Alexandre. Ela me avisou por telefone dizendo que ia sair minha nomeação ainda essa semana, que ela havia pedido, que eu não sou parceira, que eu sou uma pessoa técnica e que ela não queria lá sentada naquela cadeira uma pessoa técnica, que ela queria uma parceira.”
A veterinária apresentou uma troca de e-mails que, segundo ela, comprovariam que a vereadora Viviane Alexandre controla o cargo de chefe de zoonoses e que todas as decisões deveriam ser atribuídas a ela.
“Tudo o que acontecesse lá de diferente era para dizer que foi ela que deu, ela que fez. Eu não consigo me submeter a isso. Eu não consigo ser uma pessoa que fale para os meus funcionários aquilo que alguém não fez.”
Leishmaniose e protocolo de tratamento: A leishmaniose é transmitida por mosquitos flebotomíneos e representa um risco à saúde pública devido à sua gravidade e potencial letal. O sacrifício dos animais infectados é o procedimento padrão adotado para evitar a disseminação da doença, conforme explicado pela veterinária. A preocupação com a saúde humana é um fator determinante para a adoção dessa medida.
Exoneração e interferência política: A exoneração de Ana Lúcia ocorreu poucos dias após a realização da eutanásia de um animal infectado. A veterinária atribui a demissão a uma interferência política da vereadora Viviane Alexandre, que teria exigido controle total sobre o departamento de zoonoses, incluindo as decisões técnicas.
Indicação e relação com a vereadora
A veterinária foi indicada para o cargo pela própria vereadora Viviane Alexandre e permaneceu no cargo por três meses. Segundo Ana Lúcia, a vereadora buscava uma pessoa que atuasse como parceira política, e não uma profissional técnica, o que gerou conflito na gestão do departamento.
Controle das decisões e conflito ético: A troca de e-mails apresentada por Ana Lúcia sugere que a vereadora controlava as decisões do departamento de zoonoses e exigia que todas as ações fossem atribuídas a ela. A veterinária declarou não conseguir se submeter a essa situação, pois isso comprometeria sua integridade profissional e a comunicação transparente com seus funcionários.
Entenda melhor
A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de mosquitos flebotomíneos. A forma visceral da doença pode ser fatal se não tratada adequadamente. No Brasil, o controle da leishmaniose canina é uma estratégia importante para prevenir a transmissão para humanos, o que inclui o sacrifício dos animais infectados, conforme protocolos oficiais de saúde pública.



