Profissionais estão sendo ouvidos pelos integrantes da CPI da Eutanásia, que investigam irregularidades na coordenadoria
A CPI da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, que investiga casos de eutanásia na Coordenadoria de Bem-Estar Animal, ouviu veterinárias que contestaram depoimentos anteriores.
Falta de recursos e diagnóstico inadequado
Veterinárias da ONG Hava e da ONG focinhos S.A. afirmaram que a sinomose, doença apontada como principal causa de eutanásia, possui alto índice de mortalidade, mas é tratável em muitos casos. Segundo elas, a eutanásia tem sido aplicada por falta de recursos para tratamento adequado e por diagnósticos superficiais, sem exames complementares como radiografia ou exames laboratoriais. A falta de um diagnóstico preciso, baseado apenas em exame clínico, torna o procedimento de eutanásia inadequado, sendo esta uma medida que deve ser exceção e não regra.
Medicamentos ausentes e possível improbidade administrativa
A CPI identificou que a prefeitura não adquire analgésicos e anti-inflamatórios para o tratamento dos animais. O presidente da CPI, Marcos Papa, classificou as denúncias como graves, podendo configurar improbidade administrativa por descumprimento da lei estadual, que permite a eutanásia apenas em casos irreversíveis. A falta de exames complementares, laudos incompletos e a prática de eutanásia em casos potencialmente reversíveis reforçam as acusações de ilegalidade.
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Próximos passos da investigação
A CPI irá ouvir representantes do Conselho Regional de Medicina Veterinária na próxima oitiva. As denúncias levantadas apontam para graves falhas na Coordenadoria de Bem-Estar Animal, levantando questionamentos sobre a conduta ética e legal das práticas de eutanásia realizadas.



