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Veterinário acusa coordenadora do bem-estar animal de permitir eutanásia cometida por motorista

Cavalo foi sacrificado pelo funcionário da clínica dele há três semanas; oitiva da CPI da Eutanásia foi nessa terça (12)
eutanásia animal
Cavalo foi sacrificado pelo funcionário da clínica dele há três semanas; oitiva da CPI da Eutanásia foi nessa terça (12)

Cavalo foi sacrificado pelo funcionário da clínica dele há três semanas; oitiva da CPI da Eutanásia foi nessa terça (12)

A CPI que investiga casos de eutanásia em Ribeirão Preto ouviu o veterinário Ricardo Almeida Souza, dono da clínica contratada pela prefeitura para recolher animais de grande porte soltos nas ruas da cidade. O depoimento focou em um caso específico: a eutanásia de um cavalo realizada há três semanas pelo motorista da clínica, sem a presença de um veterinário.

A Versão do Veterinário

Ricardo Souza afirmou que a coordenadora de bem-estar animal da cidade, Carolina Vilela, ordenou que seu motorista sacrificasse o animal. Ele relatou que o cavalo ficou cinco dias atrásnizando antes de morrer e que, apesar do contrato prever o resgate em até uma hora, não recebeu nenhum chamado para recolher o animal. Souza também mencionou a redução recente do contrato da prefeitura com sua clínica, de R$ 31 mil para R$ 25 mil mensais, o que o levou a diminuir o número de funcionários e serviços oferecidos. Ele alegou que a coordenadora assinou os relatórios de serviços da empresa nos últimos 17 meses sem questionamentos.

A Contradição da Coordenadora

Carolina Vilela, por sua vez, apresentou uma versão diferente dos fatos à CPI. Ela criticou a clínica terceirizada por não cumprir o contrato e afirmou ter apoiado o procedimento de eutanásia, mas não o ter determinado. Suas declarações contrastam com as do veterinário, gerando divergências significativas sobre o ocorrido.

Desfecho e Implicações

Diante das informações conflitantes, a CPI decidiu realizar uma acareação entre Ricardo Souza e Carolina Vilela. O vereador Giancoraus, membro da CPI, destacou a necessidade de esclarecer as divergências e apontou falhas na fiscalização e no contrato da prefeitura com a clínica, deixando dúvidas sobre a quem a população deve recorrer em situações similares. O motorista que realizou a eutanásia, Gilson Aparecido Avis, também prestou depoimento, afirmando ter seguido ordens de Carolina Vilela, mesmo sem a qualificação necessária para tal procedimento. A situação evidencia a necessidade de uma investigação mais aprofundada para apurar responsabilidades e garantir o bem-estar animal em Ribeirão Preto.

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