Ouça as informações com Monize Zampieri
A relação entre a prefeita Darci Vera e a Câmara Municipal de Ribeirão Preto tem enfrentado turbulências recentes, marcadas por vetos a projetos aprovados pelos vereadores. Essa situação tem gerado desconforto, inclusive entre a base governista, levantando questões sobre o diálogo entre o Executivo e o Legislativo.
O Impacto dos Vetos
Nos últimos dias, seis vetos da prefeita chegaram à Câmara, com a expectativa de serem rejeitados pelos vereadores até a sessão de 2 de julho. Caso isso ocorra, Darci Vera pode recorrer à Justiça para impedir a aplicação das leis. Essa escalada de tensões revela um momento de atrito entre os poderes, onde a base aliada alega falta de comunicação por parte do Executivo.
Projetos Barrados: Quais as Justificativas?
Diversos projetos foram alvo de veto. Entre eles, a proibição de concursos públicos aos sábados, proposto pelo genro da prefeita, que foi vetado sob a alegação de que os concursos em Ribeirão Preto já são realizados aos domingos. Outro projeto, de autoria do vereador Maurílio Romano, que previa a instalação de unidades de primeiros socorros em parques com grande concentração de público, foi vetado sob o argumento de que geraria um gasto mensal de mais de R$ 100 mil sem a devida indicação da fonte de recursos. Além disso, um projeto do vereador Paulo Modas, que exigia cadeiras adequadas para obesos em restaurantes, foi vetado com a justificativa de que um projeto similar já havia sido considerado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça.
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A Busca por Diálogo e Solução
Os vereadores afirmam que buscam constantemente o diálogo com o Executivo, sugerindo que uma simples conversa poderia resolver os impasses. Apontam que, muitas vezes, bastaria a prefeita indicar os problemas nos projetos para que fossem feitas alterações e, assim, pudessem ser sancionados. O líder do governo na Câmara, vereador Genival do Gomes, está tentando organizar uma reunião entre a base e a prefeita para melhorar a comunicação e evitar futuros conflitos.
A situação atual tem prejudicado o andamento de projetos importantes para o município, com projetos do Executivo sendo adiados ou não votados. A sessão de hoje apresenta nove projetos na pauta, incluindo um do vereador Samuel Zanzettini que obriga os bancos a instalarem cabines blindadas com vigias 24 horas, visando coibir a explosão de caixas eletrônicos. Outro projeto relevante é o de resolução da mesa diretora, fruto de um requerimento do vereador Jorge Parada, que cria uma comissão especial para analisar o atendimento nas unidades de saúde e a terceirização na contratação de profissionais de saúde, motivado pela fatalidade ocorrida com Gabriel Asafra.
Diante desse cenário, espera-se que as partes envolvidas busquem um entendimento para superar as divergências e garantir que os projetos de interesse da população sejam devidamente analisados e aprovados.



