Ouça a coluna ‘CBN Mundo Digital’, com Patricia Teixeira
O uso excessivo de smartphones tem se tornado uma preocupação crescente. Hábitos como levar o celular ao banheiro, verificar mensagens antes de dormir e logo ao acordar são cada vez mais comuns, indicando uma possível dependência.
O Crescimento Alarmante do Vício em Smartphones
Uma pesquisa americana recente revelou um aumento de 60% no número de viciados em smartphones entre 2014 e 2015. Esse dado alarmante demonstra que o vício digital já se configura como um problema de saúde pública, não apenas no Brasil, mas também em países como China, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos.
O estudo apontou que o número de pessoas viciadas em celulares saltou de 176 milhões para 280 milhões em um curto período. Esse vício pode trazer prejuízos, pois, embora a tecnologia nos mantenha informados, o uso excessivo pode se tornar uma patologia que requer tratamento.
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O Impacto das Redes Sociais e a Distração
As redes sociais são frequentemente apontadas como grandes fontes de distração. Estudos mostram que, ao tentar estudar, o cérebro já condicionado pela tecnologia anseia por verificar as redes sociais, causando um certo incômodo. A necessidade de compartilhar e acompanhar as postagens cria um desconforto quando se tenta ficar um tempo sem acessar a internet.
Escolas já estão em alerta, pois essa distração pode prejudicar o aprendizado. Uma pesquisa da Unicamp com adolescentes revelou que muitos jovens apresentam distúrbios como alteração no sono, sonolência noturna e até a necessidade de medicamentos para dor de cabeça devido à má qualidade do sono, além de afetar o bom humor.
Reeducação Tecnológica e Dicas para Evitar o Vício
Para evitar o vício, é crucial repensar a necessidade de estar constantemente com o celular na mão. É importante policiar-se e administrar o tempo, dedicando-se integralmente a cada atividade, seja estudar, ler ou trabalhar.
Para aqueles que já se encontram em um estado avançado de vício, a recomendação é procurar um especialista. Universidades federais e estaduais já possuem grupos de pesquisa na área da medicina e psicologia que estudam a influência da internet no dia a dia. Psicólogos, médicos, neurologistas e psiquiatras estão cada vez mais atentos a essa questão.
O exagero é sempre prejudicial, e é fundamental que as pessoas se atentem para não viver mais na vida virtual do que na real. Esse é um grande desafio para os próximos anos.
É essencial buscar um equilíbrio saudável no uso da tecnologia para evitar que ela se torne um transtorno em nossas vidas.