Práticas têm crescido e colocam a vida de outras pessoas em risco; 130 pessoas morreram no trânsito de Ribeirão em um ano
Vídeos que circulam nas redes sociais expõem a prática de rachas em Ribeirão Preto, com motoristas, em sua maioria jovens, utilizando ruas, avenidas e até mesmo rodovias como o Anel Viário.
Racha em Ribeirão Preto: Um perigo crescente
A imprudência ao volante tem se tornado um problema grave na cidade. Um exemplo é a Avenida Professor João Fiúsa, transformada em pista de corrida por alguns motoristas, como mostram vídeos que circulam pela internet. A irresponsabilidade desses indivíduos coloca em risco não apenas suas próprias vidas, mas também a de outras pessoas que utilizam as vias públicas. Em apenas 12 meses, 130 pessoas morreram no trânsito de Ribeirão Preto, um número alarmante que reflete a gravidade da situação.
Ações perigosas e consequências graves
Os vídeos mostram carros de luxo atingindo velocidades de até 240 km/h, um ato criminoso que demonstra total desrespeito às leis de trânsito. Um recente acidente na Avenida Professor João Fiúsa, próximo à Vila Miro, envolveu um veículo em alta velocidade que colidiu com outros cinco, resultando em feridos. O Capitão da Polícia Militar, João Brasolívera Junior, afirma que a maioria dos envolvidos são jovens que se organizam por meio de aplicativos e redes sociais para realizar esses rachas. A pena para crimes com resultado morte varia de 5 a 10 anos de prisão.
Imprudência e infraestrutura
Novos bairros da cidade, com rodovias largas e sinalização recente, também têm sido palco desses eventos perigosos. Marcas de pneus em locais como a região sul, incluindo rodovias como a Nelvire, comprovam a prática de corridas ilegais, mesmo em trechos com limite de velocidade de 90 km/h. A adulteração de placas para evitar multas e o alto número de acidentes (quase 5 mil nos últimos 12 meses, com 130 mortes, segundo o Infosiga) demonstram a necessidade de medidas urgentes. O impacto no setor de trauma dos hospitais, especialmente no Hospital das Clínicas, é significativo, com pacientes apresentando ferimentos graves. A situação exige uma conscientização maior por parte dos motoristas e ações efetivas das autoridades para coibir essa prática perigosa.



