Confira os detalhes e o comentário do José Carlos de Lima Júnior no ‘CBN Agronegócio’
Campanha publicitária gera polêmica no agronegócio
Vídeos patrocinados por grandes empresas brasileiras, como o Banco Bradesco, apoiando o movimento “Segunda sem Carne”, geraram revolta entre pecuaristas. A campanha, que incentivava a redução do consumo de carne às segundas-feiras para diminuir a pegada de carbono, associou erroneamente a pecuária à destruição ambiental. Essa abordagem foi considerada equivocada e gerou uma série de críticas.
A origem e a deturpação do movimento
O movimento “Segunda sem Carne” surgiu na Primeira Guerra Mundial nos Estados Unidos, com o objetivo de reservar carne para os soldados. Em 2009, ganhou força com a proposta de explorar novos sabores e reduzir o consumo de carne, sem conotações negativas para o setor pecuário. No entanto, as campanhas publicitárias recentes desvirtuaram a ideia original, focando na associação da pecuária com a destruição ambiental.
Consequências e aprendizados
A repercussão negativa levou o Bradesco a se retratar, mas o estrago já estava feito. O banco enfrentou o fechamento de contas e saques em massa de pecuaristas. A Heineken também passou por situação similar no início do ano. A polêmica destaca a importância de conhecer profundamente o setor antes de lançar campanhas publicitárias, evitando generalizações e associações equivocadas. O movimento “Segunda sem Carne” em si é válido se focado na descoberta de novos sabores, mas vinculá-lo à destruição ambiental causada pela pecuária, ignorando as diversas outras aplicações e produtos derivados, demonstra falta de conhecimento e sensibilidade.
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O episódio serve como alerta para a necessidade de cautela e responsabilidade na construção de campanhas publicitárias, especialmente quando envolvem setores sensíveis da economia e da sociedade. É fundamental considerar todas as implicações e evitar generalizações que possam gerar mal-entendidos e prejuízos.