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Vigilância diz que infestação não diminuiu e cita falta de apoio no combate à dengue

Chefe da Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto, Daniel Araújo, diz que população não aderiu as medidas de proteção
combate à dengue
Chefe da Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto, Daniel Araújo, diz que população não aderiu as medidas de proteção

Chefe da Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto, Daniel Araújo, diz que população não aderiu as medidas de proteção

O ano de 2020 foi um dos mais críticos para a dengue em Ribeirão Preto, com 17.601 casos confirmados, número apenas inferior a 2016 (mais de 35 mil casos).

A alta incidência de casos em 2020

Em entrevista à CBN, o chefe da divisão de Vigilância Epidemiológica de Ribeirão Preto, Dr. Daniel Cardoso de Almeida Araújo, explicou que o pior momento da doença em 2020 foi fevereiro, após um período chuvoso. Apesar das ações de prevenção, o apoio da população foi insuficiente para controlar a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Curiosamente, houve uma queda significativa de casos a partir de março, sem uma explicação definitiva, possivelmente relacionada à menor procura por serviços de saúde devido à pandemia de Covid-19.

A influência da pandemia e os desafios da prevenção

A pandemia de Covid-19 impactou a resposta à dengue. O medo de contaminação levou muitas pessoas a evitarem os serviços de saúde, mesmo com sintomas da doença, aumentando o risco de complicações. Ironicamente, com mais pessoas em casa, a expectativa era de maior controle dos criadouros do mosquito, mas isso não ocorreu. Apesar da redução de casos no final do ano, a infestação permaneceu alta, principalmente devido à presença do vetor e à manutenção de criadouros em residências.

Vigilância e conscientização para o futuro

A vigilância em saúde ambiental continua realizando ações de conscientização e visitas domiciliares, com os devidos cuidados em relação à pandemia. Arrastões para remoção de entulhos também são realizados. A conscientização da população é fundamental, pois é impossível a vigilância alcançar todos os locais. A presença do vetor e de casos humanos podem levar a um novo aumento de casos, reforçando a necessidade de cada cidadão fazer sua parte na prevenção da dengue.

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