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Vigilância Sanitária interdita novos lotes de queijo no Mercadão Central de Ribeirão Preto

Vigilância Sanitária interdita novos lotes de queijo no Mercadão Central de Ribeirão Preto
Vigilância Sanitária interdita queijo
Vigilância Sanitária interdita novos lotes de queijo no Mercadão Central de Ribeirão Preto

Vigilância Sanitária interdita novos lotes de queijo no Mercadão Central de Ribeirão Preto

A vigilância sanitária de Ribeirão Preto interditou, pelo segundo dia consecutivo, lotes de queijos no mercadão central da cidade. Comerciantes alegam perseguição por parte dos agentes de fiscalização, gerando polêmica e discussões sobre as normas de comercialização de produtos artesanais.

Entenda a Fiscalização e as Alegações

Em nova ação de rotina, fiscais interditaram lotes de manteiga de garrafa e queijos em três boxes do mercadão. A justificativa da Secretaria Municipal de Saúde é a falta de rotulagem adequada nos produtos. Na quarta-feira, uma operação similar já havia apreendido 200 quilos de queijos sem selo de procedência. Bruno Prado de Andrade, comerciante afetado, lamenta a impossibilidade de comercializar o queijo canastra da forma tradicional, sem embalagens e rótulos. Além dos queijos, cachaças com rótulos desatualizados e doces a granel também foram descartados.

A Perspectiva dos Comerciantes

Ricardo Azevedo, outro comerciante, denuncia uma suposta perseguição, afirmando que produtos premiados na Europa são proibidos de serem vendidos no mercadão, enquanto nas feiras da cidade a comercialização é permitida. Ele questiona a disparidade de tratamento e a intensidade das fiscalizações no mercadão. Segundo ele, os comerciantes estão se esforçando para regularizar seus produtos, mas se sentem injustiçados.

O Posicionamento da Vigilância Sanitária

A Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto defende que as fiscalizações visam garantir o cumprimento das normas sanitárias e a segurança alimentar dos consumidores. Em 2023, foram realizadas 1.566 inspeções em estabelecimentos de alimentos na cidade, sendo 35 delas no mercadão. A vigilância sanitária alega que os queijos apreendidos, apesar de artesanais, não possuíam as certificações necessárias, como o Selo de Inspeção Municipal (SIM), o Selo de Inspeção Federal (SIF) e o Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal. Jessica Martins, chefe da Sessão de Serviço de Inspeção Municipal, explica que a legislação exige o registro tanto do estabelecimento quanto dos produtos em alguma esfera de fiscalização.

As autoridades sanitárias informam que têm orientado os comerciantes e oferecido apoio para a regularização dos fornecedores, visando a obtenção do selo federal e a possibilidade de comercialização em outras cidades. O objetivo é garantir a qualidade higiênico-sanitária dos produtos e a segurança dos consumidores.

O caso levanta discussões sobre a importância da segurança alimentar e o cumprimento das normas sanitárias, ao mesmo tempo em que expõe as dificuldades enfrentadas pelos comerciantes de produtos artesanais em se adequarem às exigências da legislação.

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