Sindicato da categoria cobra providências; ataque desta segunda foi na Rodovia Antônio Machado Sant’Anna
Um assalto a carros-fortes na região de São Carlos resultou na morte de um vigilante e em momentos de terror para motoristas que passavam pela rodovia Antônio Machado Santana. Os criminosos, fortemente armados com fuzis e explosivos, bloquearam a via e trocaram tiros com os seguranças, culminando em uma fuga audaciosa.
O Ataque e a Tragédia
O assalto teve início quando os bandidos interceptaram os carros-fortes. Durante a ação, o vigilante Paulo César Martins, de 33 anos, foi fatalmente atingido na cabeça por um disparo de fuzil. Um dos carros-fortes, na tentativa de escapar, invadiu o canteiro central e seguiu na contramão. O outro veículo blindado colidiu com a caminhonete utilizada pelos criminosos e tombou na rodovia.
O Terror na Rodovia
Testemunhas relatam que os assaltantes obrigaram todos os veículos a parar, criando um cenário de pânico. Um taxista teve seu carro roubado para auxiliar na fuga. O proprietário do táxi, em depoimento, descreveu o momento em que foi forçado a posicionar seu veículo para bloquear a pista, enquanto os criminosos utilizavam seu carro para transportar o dinheiro roubado. A audácia dos criminosos intimidou até mesmo a polícia, conforme relatado pelo presidente do Cinde Forte, João Batista Marcão de Castro, que mencionou o poder de fogo dos bandidos como um fator que dificulta a ação policial.
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Fuga e Investigações
Após o assalto, os criminosos fugiram em direção a Serrana, onde trocaram tiros com uma viatura da Polícia Militar, conseguindo escapar. A polícia segue investigando o caso, mas até o momento, nenhum dos assaltantes foi capturado. Este foi o sétimo assalto a carro-forte na região de Ribeirão Preto somente este ano, evidenciando um aumento preocupante nesse tipo de crime.
O incidente reacende o debate sobre a segurança no transporte de valores e a necessidade de novas tecnologias para proteger os vigilantes e evitar tragédias como a que ocorreu com Paulo César Martins, cujo corpo está sendo velado. Algumas empresas já testam sistemas que disparam espuma protetora no cofre quando o veículo é atingido, mas a violência dos criminosos persiste como um grande desafio.



