Sindicato já acionou a justiça; vencimentos estão atrasados há 30 dias
Vigilantes de cemitérios em Ribeirão Preto com salários atrasados
Salários atrasados e protestos
Cerca de 45 vigilantes de cemitérios em Ribeirão Preto e Bom Fim Paulista estão com os salários atrasados há mais de 30 dias, além do 13º salário. Os funcionários, que trabalham para a empresa Adoro e Vigilância e Segurança Patrimonial, terceirizada pela prefeitura, realizaram protestos em frente aos locais de trabalho no final do mês passado para reivindicar seus direitos.
Prefeitura e empresa em disputa
A empresa afirma que o não pagamento aos vigilantes se deve ao atraso da prefeitura em efetuar o repasse financeiro. Porém, o sindicato dos trabalhadores de segurança e vigilância de Ribeirão Preto contesta essa versão, alegando que a empresa não tem cumprido com os acordos, mesmo com faturas em aberto referentes aos meses de setembro, outubro e novembro. O advogado do sindicato, Eduardo Augusto de Oliveira, afirma que a empresa recebeu uma das faturas, mas posteriormente se recusou a pagar os trabalhadores. O representante da empresa, Rafael Araújo, justificou o uso do dinheiro recebido para o pagamento de dívidas tributárias, alegando falta de recursos para saldar os salários dos vigilantes. A prefeitura, por sua vez, afirma que o atraso está dentro das possibilidades legais e que aguarda a entrada de recursos do IPTU e IPVA para realizar o pagamento, priorizando setores como educação, saúde e folha de pagamento.
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Impactos nos trabalhadores
A situação de inadimplência afeta diretamente a vida dos vigilantes. Diego Abreu Rojo, vigilante com dez meses de trabalho na empresa, relata dificuldades em pagar aluguel, contas de água e luz, gerando grande constrangimento e afetando sua condição de pai de família. O sindicato entrou com uma medida judicial para garantir o pagamento dos salários, requerendo que a prefeitura deposite os valores em juízo para evitar que a empresa os utilize para outras finalidades.
A situação dos vigilantes de cemitérios em Ribeirão Preto destaca a fragilidade dos trabalhadores terceirizados e a necessidade de mecanismos eficazes para garantir o cumprimento dos pagamentos e a proteção dos direitos trabalhistas. A espera pela resolução judicial e o repasse da prefeitura impactam diretamente na vida financeira e na dignidade desses profissionais.



