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Vinte e três funcionários dos postos de saúde da família de Miguelópolis são demitidos

Instituto responsável pela contratação diz que Prefeitura não repassou as verbas; profissionais dizem não receber há três meses
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Instituto responsável pela contratação diz que Prefeitura não repassou as verbas; profissionais dizem não receber há três meses

Instituto responsável pela contratação diz que Prefeitura não repassou as verbas; profissionais dizem não receber há três meses

Pacientes de Miguelópolis enfrentam dificuldades no acesso à saúde devido à suspensão dos serviços nos postos de saúde da família (PSFs). Desde o dia anterior, apenas casos de urgência e emergência estão sendo encaminhados ao pronto-socorro, deixando a população local em uma situação delicada.

Demissões e Salários Atrasados: O Cenário nos PSFs

A crise nos PSFs de Miguelópolis tem como estopim a demissão de 23 funcionários, incluindo enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos. A alegação do Instituto de Apoio e Gestão à Saúde (Iages), responsável pela gestão dos PSFs, é a falta de repasses financeiros por parte da prefeitura. Funcionários relatam salários atrasados, alguns há três meses, e médicos sem receber desde fevereiro.

A Busca por Respostas e a Falta de Diálogo

Em meio ao caos, os funcionários demitidos tentaram, sem sucesso, dialogar com o prefeito durante uma manifestação. A Iages também não conseguiu contato direto com o prefeito, buscando auxílio de um advogado para intermediar a situação. A advogada dos profissionais demitidos, Tatiane Prince, informou que o instituto esteve em Miguelópolis para tratar do aviso prévio, mas o pagamento não foi efetuado devido à alegação de falta de repasses.

Implicações Legais e o Futuro do Atendimento

Diante da gravidade da situação, a advogada dos funcionários pretende acionar o Ministério Público do Trabalho para garantir o pagamento dos valores devidos. O Iages, por meio de nota, alega que a prefeitura de Miguelópolis não tem efetuado os repasses necessários desde o início do contrato, tornando inviável o pagamento dos salários. A assessoria da prefeitura não se manifestou até o momento.

A comunidade aguarda soluções para que o atendimento à saúde seja restabelecido, enquanto os funcionários buscam seus direitos e a prefeitura permanece em silêncio.

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