Ouça a coluna ‘CBN Mulher’ com Heloisa Zaruh
A violência contra a mulher aumentou significativamente durante a pandemia, um problema que se agrava com a proximidade do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (25 de novembro). O confinamento, medida essencial para conter o coronavírus, trouxe consequências devastadoras para muitas mulheres e crianças, transformando suas casas em ambientes inseguros.
Aumento da Violência Doméstica Global
Em diversos países, os índices de violência doméstica dispararam. Na Nigéria e África do Sul, houve aumento de estupros; no Peru, de desaparecimentos de mulheres; no Brasil e México, de feminicídios; e na Europa, as associações de apoio a mulheres vítimas de violência estão sobrecarregadas. Dados da ONU Mulheres, divulgados em setembro, apontam um aumento nas denúncias de violência doméstica em todo o mundo.
Situação no Brasil e Iniciativas Globais
No Brasil, foram registrados 648 feminicídios apenas no primeiro semestre de 2020, quase 2% a mais que no mesmo período do ano anterior (dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Apesar de campanhas governamentais para estimular denúncias, as medidas de acompanhamento às vítimas são consideradas insuficientes. A ONU Mulheres destaca que apenas um em cada oito países adotou medidas para atenuar os efeitos da pandemia sobre mulheres e crianças. Iniciativas criativas, como o código “Máscara 19” na Espanha e pontos de contato em supermercados na França, demonstram esforços para auxiliar vítimas de forma discreta.
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A Importância da Denúncia e da Solidariedade
A pandemia do coronavírus expôs a dura realidade da violência contra as mulheres, um problema que afeta milhões globalmente e que vai muito além do vírus. A conscientização e a denúncia são fundamentais. Se você conhece alguém que esteja sofrendo violência, procure ajuda. Denuncie pelo 181 ou 190. Lembre-se: você pode fazer a diferença.



