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Violência psicológica predomina nos tipos de agressões sofridas por mulheres

Pesquisa feita pelo DataSenado aponta que modalidade é superior a agressão física, moral e patrimonial; saiba o que fazer!
Violência psicológica predomina nos tipos
Pesquisa feita pelo DataSenado aponta que modalidade é superior a agressão física, moral e patrimonial; saiba o que fazer!

Pesquisa feita pelo DataSenado aponta que modalidade é superior a agressão física, moral e patrimonial; saiba o que fazer!

Uma reportagem publicada no G1 aborda a violência psicológica contra mulheres no Brasil, Violência psicológica predomina nos tipos de agressões sofridas por mulheres, destacando dados recentes e orientações para prevenção e denúncia. Segundo uma pesquisa divulgada no final de 2023, realizada em parceria entre o DataSenado, o Observatório da Mulher Contra a Violência e o Instituto Maria da Penha (IMV), três a cada dez mulheres no país já sofreram algum tipo de violência doméstica. Entre essas vítimas, 89% relataram agressões de caráter psicológico, evidenciando a predominância dessa forma de violência.

Características da violência psicológica: A violência psicológica é definida como qualquer conduta que cause danos emocionais, prejudique o desenvolvimento da mulher e tenha o objetivo de degradar, controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões. Entre as situações que configuram essa violência estão ameaças, constrangimentos, humilhações, manipulações, isolamento social, vigilância constante, perseguições, insultos, chantagens, violação da intimidade, ridicularização, exploração, limitação do direito de ir e vir e qualquer ato que prejudique a saúde psicológica e a autodeterminação da vítima.

Essas situações são frequentemente naturalizadas e não reconhecidas como violência, o que dificulta a identificação e a busca por ajuda. Um exemplo recente na região de Ribeirão Preto ilustra os riscos dessa violência: uma mulher foi assassinada na zona rural de Santa Antônio da Alegria após ser vítima de violência psicológica recorrente, incluindo humilhações e controle por parte do marido. Familiares relataram que a vítima não conseguiu agir a tempo para sair da relação abusiva.

Consequências e riscos associados: A violência psicológica pode evoluir para formas mais graves de violência, como a física e a sexual. Além disso, muitas vezes está associada a outras modalidades, como a violência patrimonial, quando a mulher é impedida de sair de casa ou de acessar recursos financeiros, ficando refém do relacionamento abusivo.

Especialistas alertam que tanto mulheres quanto homens precisam estar atentos e promover mudanças de comportamento para prevenir esse tipo de violência. O reconhecimento dos sinais e a valorização da saúde emocional são fundamentais para evitar desfechos trágicos.

Legislação e orientações para as vítimas

A legislação brasileira tem avançado no combate à violência psicológica. A Lei Maria da Penha, que trata da violência doméstica, inclui essa modalidade de violência. Desde 2021, condutas associadas à violência psicológica são consideradas crimes, com penas que variam de seis meses a dois anos de prisão para os agressores condenados.

Para as mulheres que enfrentam essa situação, existem canais de apoio e órgãos especializados. Em Ribeirão Preto, por exemplo, funcionam a Delegacia de Defesa da Mulher e o Núcleo de Atendimento Especializado à Mulher. Além disso, o governo federal disponibiliza o telefone 180, um canal para denúncias e esclarecimento de dúvidas sobre violência contra a mulher.

A reportagem do G1 traz ainda orientações detalhadas de uma advogada, diretora da OAB em Ribeirão Preto, que explica como identificar a violência psicológica e quais os passos para buscar proteção e amparo legal.

Entenda melhor

A violência psicológica é uma forma de abuso que muitas vezes passa despercebida por ser menos visível que a violência física, mas seus efeitos podem ser igualmente devastadores. Reconhecer os sinais e buscar ajuda são passos essenciais para garantir a segurança e a dignidade das mulheres.

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