Medida foi tomada para não afetar as crianças e os animais da cidade; expectativa é a criação de um projeto de lei sobre o tema
Há dois mil anos, a pólvora surgiu na China, inicialmente usada em armas de fogo. Somente séculos depois, passou a ser utilizada em fogos de artifício, que hoje geram controvérsia.
O incômodo dos fogos
O barulho intenso dos fogos de artifício incomoda muitas pessoas, especialmente donos de animais de estimação. Cães, por exemplo, ouvem sons quatro vezes mais longe e com intensidade amplificada, sofrendo susto e pânico. Muitos relatos apontam ferimentos, fuga e até mortes de animais assustados. Donos de animais relatam o estresse causado, levando-os a evitar comemorações e até a medicar seus pets para aliviar a ansiedade.
Propostas de solução
Algumas cidades já buscam soluções. Em Jaboticabal, por exemplo, a queima de fogos na virada do ano será apenas de fogos de brilho, sem rojões. Há também um clamor pela proibição total ou pelo menos pela restrição de horários para a soltura de fogos, buscando conciliar a tradição com o bem-estar animal e da população. Veterinários orientam a manter portas e janelas fechadas, evitar deixar animais acorrentados ou sozinhos durante a queima de fogos.
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A conscientização da população é fundamental, buscando alternativas de comemoração que não causem tanto transtorno. A discussão sobre a regulamentação do uso de fogos de artifício demonstra a necessidade de equilibrar a tradição com a saúde e bem-estar de animais e pessoas, considerando a sensibilidade de grupos vulneráveis como bebês, enfermos e idosos.