Quais alimentos podem estar contribuindo para espalhar a doença? Como se proteger? Quem explica é a nutricionista Cristina Trovó
O litoral brasileiro registrou um aumento significativo no número de casos de viroses durante o final do ano, Viroses no litoral paulista assustam banhistas, afetando principalmente quem viajou para praias do litoral sul e norte, como Ubatuba. A combinação de altas temperaturas e aglomerações contribuiu para a propagação dos vírus.
Prevenção contra viroses na praia
Especialistas recomendam cuidados que vão desde a alimentação até a hidratação. É indicado consumir água mineral ou água de coco, evitando bebidas gaseificadas e o uso de gelo, que pode ser fonte de contaminação. A procedência do gelo, mesmo o vendido em embalagens próprias, não pode ser totalmente garantida.
Cuidados com higiene e manipulação de alimentos: É importante que estabelecimentos adotem práticas adequadas, como o uso de pegadores para gelo e luvas corretamente utilizadas pelos funcionários, para evitar contaminação. O uso inadequado de luvas pode ser um veículo para a transmissão de vírus.
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Alimentação recomendada durante a virose: Para quem já contraiu a virose, a hidratação deve ser intensa, com água e água de coco. Alimentos de fácil digestão são indicados, como maçã, banana e pera sem casca, batata cozida e proteínas magras, como frango grelhado desfiado. Evita-se o consumo de alimentos vendidos na praia devido à dificuldade de garantir a refrigeração adequada.
Higiene pessoal e infraestrutura: Lavar as mãos com frequência, especialmente antes das refeições, é fundamental. No entanto, a falta de infraestrutura adequada nas praias, como banheiros químicos, dificulta a manutenção da higiene. Além disso, a população deve estar atenta às condições de balneabilidade das praias, evitando o contato com águas impróprias, que podem estar contaminadas.
Panorama
O aumento das viroses no litoral durante o verão preocupa pela facilidade de transmissão em ambientes com grande circulação de pessoas e infraestrutura limitada. A adoção de medidas preventivas individuais e coletivas é essencial para reduzir os riscos e evitar que a doença comprometa o lazer e a saúde dos frequentadores das praias.