Várias regiões do país registram surto da doença; pesquisador Vitor Valenti reforça a importância dos protocolos sanitários
Uma nova onda de gripe, causada pela cepa H3N2 do vírus influenza, preocupa as autoridades brasileiras. De acordo com dados do Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz, observa-se um aumento significativo de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG), doença que pode ser causada tanto pela Covid-19 quanto pela gripe comum.
Sintomas e Diferenças da H3N2
O professor e pesquisador da Unesp, Vítor Ingréssia Valente, explica que uma diferença crucial entre a gripe e a Covid-19 é a perda de olfato, comum na Covid-19, mas ausente na maioria dos casos de gripe. A febre também se apresenta de forma diferente: na gripe, pode atingir 39°C ou mais, enquanto na Covid-19, geralmente fica entre 37,9°C e 38°C. Para um diagnóstico preciso, o ideal é realizar um teste que analise o material genético do vírus.
Eficácia das Vacinas
Quanto à eficácia das vacinas, o professor Valente destaca que a vacina contra a gripe aplicada em 2021 inclui uma linhagem H3N2, além de outras como H1N1 e influenza B. Entretanto, a eficácia pode variar dependendo da região e da composição da vacina. Ainda não há pesquisas que comprovem a proteção da vacina contra o coronavírus contra a influenza, embora estudos indiquem que a vacina contra a gripe pode oferecer alguma proteção contra a Covid-19.
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Prevenção e Cuidados
O uso de máscaras, distanciamento social e higiene das mãos são medidas eficazes na prevenção da transmissão da gripe, assim como outras doenças respiratórias. O professor ressalta a importância de manter esses hábitos, aprendidos durante a pandemia de Covid-19, para reduzir o contágio da H3N2. A adoção de medidas preventivas, mesmo após a pandemia, pode se tornar um novo hábito para minimizar a transmissão de doenças respiratórias.


