Ouça a coluna ‘CBN Saúde’, com Fernando Nobre
O vírus Zika, descoberto na floresta de Zica, na Uganda, chegou ao Brasil há pouco mais de dois anos e já se mostrou um grave problema de saúde pública. Dois impactos significativos da doença são bem documentados: a microcefalia em fetos de mães infectadas durante a gestação e a síndrome de Guillain-Barré, uma manifestação neurológica que causa fraqueza muscular, podendo levar à paralisia e afetar a respiração.
Novas complicações cardíacas
Um estudo recente conduzido por pesquisadores do Instituto de Doenças Tropicais de Caracas revelou uma nova e preocupante complicação: manifestações cardíacas. Nove adultos sem histórico de doenças cardiovasculares apresentaram problemas cardíacos cerca de duas semanas após contraírem Zika. Os sintomas incluíam arritmias graves, falta de ar, cansaço e insuficiência cardíaca, com déficit significativo no bombeamento sanguíneo.
Similaridades com Dengue e Chikungunya
A pesquisa se baseou em observações prévias de manifestações cardíacas em pacientes com dengue e chikungunya. A semelhança entre os sintomas levou os pesquisadores a investigar a presença de problemas cardíacos em indivíduos com Zika, confirmando a associação.
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Prevenção como principal medida
Este estudo destaca a gravidade da infecção por Zika e a necessidade de medidas eficazes de prevenção. O controle da proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da Zika, dengue e chikungunya, através da eliminação de criadouros, conforme orientações do Ministério da Saúde, continua sendo fundamental. A prevenção, como em outras doenças transmitidas por vetores, é a melhor forma de proteção.