Expectativa é que o mercado asiático abra as portas para importação de uva, gergelim e sorgo; ouça o ‘CBN Agronegócio’
Durante a semana do G20 no Rio de Janeiro, Visita de Xi Jinping ao Brasil, importantes economias, incluindo a China, estiveram presentes para discutir temas relevantes para a região, especialmente relacionados ao agronegócio brasileiro. Foram assinados protocolos que ampliam o mercado para quatro novos produtos agrícolas brasileiros: sorgo, gergelim, uva fresca e farinha de peixe.
Parceria Brasil-China e sustentabilidade: A China, que mantém planos quinquenais para direcionar seus investimentos e políticas públicas, tem incentivado a migração para uma economia mais verde e equilibrada. Nesse contexto, o acordo envolvendo agroflorestas entre Brasil e China representa uma oportunidade para ampliar o mercado brasileiro, alinhando produção, meio ambiente e sociedade.
Oportunidades para o sorgo: O sorgo, cereal resistente e utilizado principalmente na alimentação animal, especialmente em regiões com baixa precipitação como o Brasil Central, ganha destaque. A China importa 98% do sorgo que consome, enquanto importa 60% da soja mundial. A abertura desse mercado para o sorgo brasileiro pode impulsionar uma nova cadeia produtiva, superando a resistência histórica dos produtores locais devido à dificuldade de encontrar compradores.
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Além da assinatura dos protocolos, a temporada agrícola apresenta sinais positivos, com boa germinação e desenvolvimento das culturas. O milho, que não estava inicialmente no radar dos produtores devido à queda dos preços, tem surpreendido positivamente. Entretanto, há preocupação com o acesso ao crédito, que está mais escasso e com critérios mais rígidos, impactando os produtores.
Importância da diversificação agrícola: A diversificação das culturas, como a inclusão do sorgo e do gergelim, é importante para limitar o desenvolvimento de pragas e melhorar a qualidade do solo. A rotação de culturas também é fundamental para justificar investimentos em tecnologias agrícolas, especialmente em grandes áreas, e para evitar a monocultura, que pode causar tensões no uso da terra.
Panorama
O Brasil se destaca como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, tendo sediado o G20 em 2024. Em 2025, o país será sede da COP30, em Belém (PA), reunindo líderes mundiais para discutir questões ambientais e de sustentabilidade, reforçando a importância da agenda ESG no agronegócio e na economia global.