Kelly Flauzino deixava churrascaria quando foi baleada e morreu, no domingo (8). Polícia investiga possível ação do marido.
Neste fim de semana, Ribeirão Preto foi palco de mais um trágico caso de feminicídio. Uma mulher de 41 anos, Elis Cristina da Silva, foi assassinada a tiros na esquina da Avenida Oriano Peixoto com a Francisco Junqueira, após almoçar com uma amiga. O principal suspeito é o seu ex-marido, que está foragido.
Medida Protetiva: Uma Falsa Segurança?
Apesar de Elis possuir uma medida protetiva contra o ex-marido, o crime aconteceu. Este caso levanta questionamentos sobre a efetividade dessas medidas, mesmo com o reforço das autoridades de que elas são positivas e importantes. A juíza Carolina Gama destaca a necessidade de cuidados adicionais, mesmo com a medida em vigor.
Números da Violência e a Importância da Rede de Apoio
Dados estatísticos apontam que mais de 80% das vítimas de feminicídio não possuíam medidas protetivas. Embora as medidas ofereçam um suporte jurídico, a realidade mostra que a proteção não é absoluta. Em Ribeirão Preto, 1.093 medidas protetivas foram concedidas em 2023, enquanto 13 casos de feminicídio foram registrados na região no mesmo período. A juíza Carolina Gama enfatiza a importância de comunicar as ameaças a diversas pessoas – amigos, familiares, porteiros, síndicos e colegas de trabalho – criando uma rede de apoio que pode inibir o agressor e alertar a vítima sobre possíveis aproximações.
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A medida protetiva não deve ser vista como algo vergonhoso, mas sim como um instrumento de segurança. A vergonha, segundo a magistrada, reside na violência perpetrada contra a mulher. A Polícia Civil investiga o caso, que está em sigilo.



