Teka Rotiroti falou à CBN Ribeirão
A viúva de Pedrinho Rotirote, ex-jogador do Botafogo, que faleceu há dois meses e meio durante um latrocínio em Ribeirão Preto, compareceu à Câmara Municipal para solicitar apoio a uma campanha que visa aumentar o policiamento na cidade. Inconformada com o ocorrido e com o aumento da violência, ela busca mobilizar a população e pressionar as autoridades por medidas mais eficazes.
O Apelo por Segurança
Em seu depoimento na Câmara, a viúva expressou a necessidade urgente de reforço policial em Ribeirão Preto. “Eu venho pedir o apoio e pedir que a gente exija do Governo do Estado, da Secretária do Estado de Segurança, o senhor Fernando Greira, que nos dê um policiamento para a população. Nós somos cidadãos de bem, nós pagamos nossos impostos e nós temos que ter essa resposta do Estado”, declarou.
A Escalada da Violência
A viúva realizou um levantamento que revelou um aumento alarmante no número de homicídios na região desde a morte de seu marido. “Isso aí são seis pessoas apenas neste local, isso não é o dado total de Ribeirão. Agora no mesmo local ao que se diz ao lado da zona sul, a gente está com esse índice absurdo de homicídios, uma violência banalizada e todo mundo achando que tudo é muito normal. Então nós não podemos passar a mão na cabeça desses seres e muito menos ficarmos calados, não podemos nos calar diante dessa situação”, desabafou.
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Campanha Online e o Déficit de Policiais
Para amplificar sua voz, a viúva lançará uma campanha online com o lema “Basta à Violência”. Ela também apontou a falta de policiais na cidade, destacando que o número ideal é de um policial para cada 250 habitantes, enquanto Ribeirão Preto possui um número significativamente menor. “O nosso número está quase um terço disso. Então, quer dizer, falta muito.” Segundo ela, a situação é agravada pela migração de criminosos de grandes capitais para o interior, transformando Ribeirão Preto em rota de drogas e violência.
A questão da impunidade, especialmente quando envolve menores de idade, também foi levantada. No caso do assassinato de seu marido, a viúva questiona a investigação e a responsabilização dos envolvidos, alegando que o menor de 14 anos teria assumido a culpa para proteger o outro criminoso, prestes a completar a maioridade.
Diante da dor e da indignação, a viúva busca transformar o luto em luta, buscando apoio e soluções para combater a violência crescente em Ribeirão Preto.



