nan
Estudos anteriores já haviam demonstrado que o estado civil pode influenciar o risco de doenças cardiovasculares. Uma pesquisa de 2004, que avaliou mais de 30 mil pessoas em diversos países, incluindo o Brasil, revelou que viúvos e casados apresentavam um risco quase duas vezes maior de infarto do miocárdio em comparação com os solteiros, além de outros fatores de risco como tabagismo, pressão alta e alterações no colesterol.
O Impacto dos Casamentos Infelizes
Um estudo recente, apresentado no dia 21, aprofundou essa análise, focando nos impactos dos chamados “casamentos infelizes” sobre a saúde cardiovascular. Os pesquisadores concluíram que indivíduos casados e insatisfeitos em seus relacionamentos tinham maior probabilidade de desenvolver doenças da circulação, como infarto, em comparação com aqueles que vivenciavam uniões agradáveis e estáveis emocionalmente.
Gênero e Idade: Fatores Cruciais
Os efeitos negativos da infelicidade conjugal foram mais acentuados nas mulheres e em adultos mais velhos. A pesquisa, realizada com 1200 casais americanos com idades entre 57 e 85 anos, acompanhados por cinco anos, sugere que o estresse, a depressão e a ansiedade, emoções comuns em relacionamentos problemáticos, desempenham um papel importante nesse processo, afetando o organismo e o sistema cardiovascular.
Leia também
Implicações para a Saúde Emocional e Cardíaca
Viúvos e casados, por diversas razões, tendem a apresentar níveis mais elevados de estresse e depressão, fatores de risco conhecidos para doenças cardíacas. Esses resultados reforçam a importância de cultivar relacionamentos saudáveis e buscar o equilíbrio emocional como forma de proteger a saúde em geral e, em particular, a saúde do coração. Afinal, o coração é frequentemente considerado o centro das emoções.
Buscar o bem-estar nos relacionamentos pessoais é, portanto, um fator de proteção para a saúde, devendo ser uma meta a ser perseguida.



