Ouça a coluna ‘CBN Educação Para a Vida’, com o professor João Roberto de Araújo
O recente caso de estupro coletivo de uma jovem no Rio de Janeiro gerou grande comoção e debates acalorados em todo o país e no exterior. A repercussão nas redes sociais tem sido intensa, com manifestações de repúdio, mas também com comentários que evidenciam a persistência da cultura de estupro na sociedade brasileira.
A Banalização da Violência e o Retrocesso Cultural
Para o professor João Roberto de Araújo, estudioso das relações humanas e da cultura da paz, vivemos tempos sombrios, onde o crime se transforma em piada e as mulheres são tratadas como objetos. Ele observa um retrocesso cultural, com um ímpeto crescente de submeter a mulher, refletido nas expressões encontradas na mídia.
A Luta Contra a Submissão Feminina
O professor Araújo destaca a importância das campanhas nas redes sociais que convocam as mulheres a se unirem na luta contra a violência. Ele ressalta que a responsabilidade na construção de um mundo melhor para as mulheres é de todos. Apesar de reconhecer a persistência de manifestações bárbaras, ele acredita que a sociedade tem feito um esforço histórico para evoluir da animalidade para a humanidade.
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A Evolução da Consciência Masculina
Contrariando a ideia de que a situação atual é pior do que no passado, o professor argumenta que o passado foi muito mais cruel para as mulheres, tanto na dor imposta quanto na dificuldade de expressá-la. Ele também discorda da afirmação de que apenas mulheres são capazes de entender a violência, pois muitos homens já despertaram para essa consciência.
Há esperança de melhoria nas relações entre homens e mulheres. Um poema citado pelo professor ilustra essa busca por um novo caminho, onde o homem reconhece sua responsabilidade no passado e busca o apreço da mulher, oferecendo-lhe liberdade e igualdade.



