Pesquisa aponta que quase metade dos pacientes optam por outro medicamento nas farmácias
Uma pesquisa recente da Federação de Redes Farmacêuticas do Estado de São Paulo revelou um comportamento comum entre os consumidores: a busca por alternativas mais acessíveis aos medicamentos prescritos. De acordo com o levantamento, apenas 24% dos pacientes compram exatamente o que consta na receita médica. Os demais, ou buscam alternativas (45%) ou mudam parte da compra (31%), motivados principalmente pelo preço.
O Peso do Preço na Decisão de Compra
O aposentado Kleber Wilson-gleta exemplifica essa realidade. Ele afirma que sempre tenta seguir a prescrição médica, mas o orçamento familiar muitas vezes o impede. “Eu pergunto primeiro, né, ver quanto vai estar, para ver se também dá para comprar mesmo, né. A gente tem, né, mas como a gente vai muito atrás de preço, né, então a gente vai comprar o remédio que dá, o dinheiro dá para comprar, né”, relata.
Alternativas e a Orientação do Farmacêutico
Diante dessa situação, os farmacêuticos se tornam peças-chave. Evandro Iaxuda, diretor do Conselho Regional de Farmácias, explica que os profissionais estão preparados para oferecer opções, sempre em consonância com as orientações médicas. “Existem opções que a gente pode enquanto farmacêutico, estando alinhado com os médicos, está oferecendo isso dentro do que condiz o receituário”, afirma. Ele cita o exemplo de um anti-inflamatório, que pode ter variações de preço de até 150%.
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Atenção à Escolha e Riscos da Substituição
No entanto, a economia pode sair cara. O médico cirurgião José Ricardo Curi alerta para os riscos da substituição inadequada. “Se a pessoa trocar o medicamento com uma outra marca, o efeito pode não ser o mesmo. E se o medicamento for trocado por outra substância, o efeito colateral pode ser muito intenso, mais grave o efeito colateral do que a doença que a pessoa tinha”, adverte. Ele ressalta que, em caso de ineficácia, o paciente pode ter que comprar outro medicamento, dobrando o gasto.
Um dado adicional da pesquisa revela que a maioria das pessoas que procuram farmácias (três em cada quatro) não possui receita médica, o que reforça a importância da orientação farmacêutica e da conscientização sobre os riscos da automedicação e da substituição inadequada de medicamentos.



