Bruno Silva explica práticas anticorrupção adotadas pelo poder público, das quais Ribeirão Preto faz parte; ouça a coluna!
De olho na política e no combate à corrupção, um tema que, apesar de recorrente, ainda precisa de maior esclarecimento para a população. Existe uma estratégia nacional de prevenção à corrupção, simbolizada por um selo que pode ser encontrado em sites governamentais, como o da Câmara de Vereadores de Ribeirão Preto.
O que é corrupção?
A corrupção não se limita a grandes escândalos políticos. Ela está presente no dia a dia, em práticas como a “rachadinha”, onde parte dos recursos destinados a funcionários de gabinete retorna aos bolsos de políticos. A corrupção é um problema sistêmico que exige ações contínuas e efetivas de combate.
Prevenção e Fiscalização: Chaves para o Combate à Corrupção
Para combater a corrupção, é fundamental fortalecer os mecanismos de fiscalização e promover uma cultura de boas práticas no serviço público. Ribeirão Preto, assim como outras cidades brasileiras, carrega um histórico de corrupção, o que reforça a necessidade de vigilância e transparência nas ações governamentais. As instituições e os atores políticos devem estar atentos, cumprindo as leis e princípios que eles mesmos estabelecem, garantindo que ninguém esteja acima da legalidade.
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A polêmica do “Prisômetro” e a necessidade de uma análise crítica dos dados
Recentemente, a instalação de um “prisômetro” em São Paulo, que exibe o número de prisões realizadas pela Guarda Civil Metropolitana, gerou controvérsias. A simples contagem de prisões não reflete a eficácia das políticas de segurança pública. Diminuir a criminalidade, atacando suas causas, é mais importante do que simplesmente aumentar o número de prisões. A Guarda Civil Metropolitana de Ribeirão Preto, que passará a ser denominada Polícia Metropolitana, terá novas atribuições, incluindo o policiamento ostensivo, mas é preciso cautela para evitar a repetição de erros do passado, como a ênfase em números em detrimento da análise crítica da situação.
Em suma, o combate à corrupção e a melhoria da segurança pública exigem um olhar crítico, transparente e focado na prevenção e na solução das causas dos problemas, não apenas na demonstração de resultados superficiais. A busca por uma sociedade mais justa e segura requer a participação ativa de todos os cidadãos e a responsabilidade das instituições em promover a ética e a transparência.