Tratamento superaquece a região do tumor para matar as células cancerígenas; saiba mais com o professor e pesquisador Theo Pavan
O avanço da tecnologia tem proporcionado novas abordagens no tratamento de diversas doenças, e o câncer não é exceção. Um exemplo promissor é a hipertermia magnética, terapia que utiliza nanotecnologia para combater tumores.
Como funciona a hipertermia magnética?
A hipertermia magnética é uma técnica que aumenta a temperatura do tumor, utilizando campos magnéticos gerados por eletroímãs. Para isso, nanopartículas magnéticas – pequenas partículas com dimensões virais – são inseridas no corpo do paciente (ou em animais em estudos). Essas nanopartículas são projetadas para se acumular na região tumoral, atuando como fontes de calor quando expostas ao campo magnético. Este aquecimento localizado é o mecanismo principal da terapia, diferente da radioterapia que utiliza radiação ionizante para destruir células cancerígenas.
Teranóstico e os desafios da hipertermia magnética
Uma área de pesquisa em desenvolvimento é o teranóstico, que combina terapia e diagnóstico simultaneamente. No caso da hipertermia magnética, os desafios incluem garantir a correta localização das nanopartículas e o controle preciso da temperatura para evitar danos em tecidos saudáveis. Pesquisas na USP de Ribeirão Preto estão focadas em aprimorar o controle da temperatura e a localização das nanopartículas, buscando tornar a hipertermia magnética uma técnica mais acessível e eficiente para o tratamento de pacientes oncológicos. A combinação com a ultrassonografia, técnica segura e de baixo custo, é uma das estratégias em estudo para melhorar a precisão e o monitoramento do tratamento.
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A hipertermia magnética, apesar dos desafios, mostra-se uma terapia promissora no combate ao câncer, com potencial sinérgico a outros tratamentos como a radioterapia. Avanços na pesquisa prometem tornar essa técnica mais eficaz e acessível no futuro, oferecendo novas esperanças para pacientes com câncer.



