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Você conhece a sífilis congênita? Infecção passada da mãe para o filho durante a gestação

A doença, além de ser contagiosa, pode trazer riscos para o recém-nascido se não tratado corretamente; entenda no 'Filhos e Cia'
sífilis congênita
A doença, além de ser contagiosa, pode trazer riscos para o recém-nascido se não tratado corretamente; entenda no 'Filhos e Cia'

A doença, além de ser contagiosa, pode trazer riscos para o recém-nascido se não tratado corretamente; entenda no ‘Filhos e Cia’

O aumento de casos de sífilis congênita no Brasil e no mundo é um problema de saúde pública preocupante. Em apenas uma década, o número de casos no Brasil dobrou, e em países como o Canadá, o crescimento foi ainda maior, com um aumento de 13 vezes nos últimos cinco anos.

O que é Sífilis Congênita?

Sífilis congênita é uma infecção transmitida da mãe para o feto durante a gestação. A bactéria Treponema pallidum, causadora da sífilis, passa da mãe para o bebê, causando graves consequências. Até 70% dos bebês nascem sem sintomas, dificultando o diagnóstico precoce.

Sintomas e Diagnóstico

Embora muitos bebês não apresentem sintomas ao nascer, alguns podem desenvolver manifestações graves nas primeiras semanas de vida, como manchas vermelhas, bolhas, secreção nasal, aumento de gânglios, aumento do fígado e baço, icterícia (coloração amarelada da pele), lesões ósseas, pneumonia, surdez e, em casos mais graves, meningite e até mesmo óbito. O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue (sorologia) e, em alguns casos, radiografia de ossos longos e análise do líquido cefalorraquidiano (líquido da espinha) para verificar a contaminação do sistema nervoso central.

Tratamento e Prevenção

O tratamento para sífilis congênita é feito com antibióticos. Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico. A prevenção é crucial e se baseia no pré-natal adequado, com testes regulares para detectar a sífilis na gestante. O tratamento da mãe durante a gravidez previne a contaminação do feto. Após o nascimento, exames são realizados para detectar a infecção na criança, que também será tratada com antibióticos se necessário. O uso de preservativos nas relações sexuais é fundamental para prevenir a sífilis.

A sífilis congênita é um problema que exige não apenas atenção médica, mas também uma reflexão sobre os aspectos sociais e comportamentais envolvidos. A conscientização, a informação correta e o uso de preservativos são essenciais para combater o aumento dos casos dessa doença grave, que pode ter consequências devastadoras para mães e bebês. A penicilina é o principal antibiótico usado no tratamento, mas a crescente resistência bacteriana a esse medicamento exige atenção e reforça a importância da prevenção.

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