Aviador é natural de Jaú e seu nome batiza a rodovia que liga sua cidade natal a Araraquara; ouça o ‘CBN Giro Sobre Rodas’
O programa Giro Sobrerodas da CBN trouxe uma fascinante história sobre João Ribeiro de Barros, o primeiro brasileiro a cruzar o Oceano Atlântico sem escalas em um avião.
A Travessia Histórica
João Ribeiro de Barros, além de aviador, era um nome conhecido em Jaú, cidade que dá nome à rodovia que liga Araraquara a Barra Bonita. Em 1927, ele comprou um hidroavião Savoia-Marchetti, um dos poucos ainda existentes, e partiu da Itália. Após paradas em Gibraltar e Cabo Verde, ele fez a última etapa sem escalas até Fernando de Noronha, estabelecendo um recorde de velocidade aérea. Sua chegada ao Brasil foi celebrada com festas em cada cidade por onde passava, culminando em São Paulo, onde o avião foi restaurado e exposto em museus.
O Avião e sua Tecnologia
O Savoia-Marchetti era um hidroavião gigante, com dois motores V16 Isota-Fraschini, uma marca italiana de automóveis de luxo. A tripulação, incluindo o piloto e um mecânico, viajava deitada nas asas, pois a cabine era pequena. A necessidade de reparos em alto-mar, caso ocorresse algum problema, era similar aos desafios enfrentados em viagens de cruzeiro, onde navios carregam equipamentos de reparo para situações de emergência. O avião possuía um visor para ajudar na navegação.
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Legado e Contexto Histórico
A façanha de João Ribeiro de Barros antecedeu a de Charles Lindbergh, que cruzou o Atlântico da América para a Europa, embora Lindbergh tenha feito a travessia sem escalas. A história de Barros destaca o pioneirismo da aviação brasileira, com contribuições importantes também de Santos Dumont e Dimitri Sensaud de Lavaud, que construiu um avião em Osasco em 1911, baseado nos desenhos de Santos Dumont. A rodovia João Ribeiro de Barros, inicialmente de pista simples, passou por melhorias e expansões, refletindo o desenvolvimento da região.