CBN Ribeirão 90,5 FM
Colunistas
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Compartilhe

Você conhece o mercado do ‘feno’? Produção pode gerar até US$ 3 bilhões por ano para o Brasil

Saiba mais sobre a produção desse alimento tão importante para equinos e bovinos; saiba mais sobre essa cultura!
Você conhece o mercado do ‘feno’
Saiba mais sobre a produção desse alimento tão importante para equinos e bovinos; saiba mais sobre essa cultura!

Saiba mais sobre a produção desse alimento tão importante para equinos e bovinos; saiba mais sobre essa cultura!

Em Olambra, interior de São Paulo, Você conhece o mercado do ‘feno’, a produção de feno tem se destacado como uma alternativa rentável para agricultores locais. Roland Nienz, produtor que cultiva 110 hectares de capim da variedade Giggs, desenvolvida nos Estados Unidos, utiliza tecnologia e adubação com dejetos suínos para garantir a qualidade do produto, que é destinado principalmente à alimentação de equinos e bovinos. O processo envolve corte, secagem ao sol e embalagem com máquinas modernas para preservar o feno. Cerca de 90% dos clientes são do setor de equinos, com uma crescente entrada no mercado bovino. Apesar do potencial, a expansão da produção enfrenta desafios devido à concorrência por terras com a cultura da cana-de-açúcar na região.

Produção de feno em Olambra: Roland Nienz e seu filho Robert, Você conhece o mercado do ‘feno’, que representa a terceira geração da família na agricultura, apostam na tecnologia e inovação para ampliar o negócio. A adubação utiliza cerca de 30 milhões de litros anuais de dejetos suínos, complementados por adubo químico. O capim Giggs é escolhido pela produtividade e adaptação ao clima brasileiro. O processo de secagem e embalagem é fundamental para garantir a qualidade do feno, que é nutritivo e auxilia no ganho de peso dos animais.

Condições climáticas e impactos na agricultura

A agro meteorologista Ludmilla Camparoto destacou que a região centro-norte de Minas Gerais e áreas do Espírito Santo receberam volumes elevados de chuva recentemente. No entanto, a previsão indica que chuvas frequentes podem ocorrer no sul de Minas e centro-norte de São Paulo, afetando regiões como Campinas e Ribeirão Preto. Embora as condições sejam favoráveis para o desenvolvimento das lavouras, o excesso de umidade pode favorecer o surgimento de doenças nas plantas e prejudicar colheitas em andamento, como as de cenoura, batata e feijão. Além disso, há risco de tempestades localizadas e queda de granizo, que podem causar danos às lavouras e estruturas agrícolas.

Previsão para a safra de laranja: Julia Trez, especialista em citros, informou que a safra 2024-25 de laranja no estado de São Paulo e no Triângulo Mineiro apresenta redução estimada de 27% em relação à safra anterior, com previsão de 223 milhões de caixas de 40 quilos. Essa queda, associada ao impacto da doença greening, pode levar os estoques de suco de laranja a níveis quase zerados até o fim da safra atual. A recuperação depende das condições climáticas nos próximos meses e da safra 2025-26. A redução na oferta pode resultar em aumento de preços para os consumidores.

Concurso nacional de geleias: Produtores que fabricam até 50 toneladas de geleias por ano podem participar de um concurso nacional promovido pela CNA, Embrapa e Sebrae. As inscrições vão até 23 de fevereiro no site cnabrasil.org.br. O concurso possui duas categorias: geleia simples (feito com uma única fruta ou hortaliça) e geleia mista (mistura de frutas, hortaliças, condimentos e especiarias). A avaliação será realizada em três etapas: técnica, popular e história do produto. Produtores que cultivam sua própria matéria-prima recebem bônus na pontuação. Os finalistas receberão premiações em dinheiro e selos de participação.

Rastreabilidade do açúcar mascavo em Charqueada: Em Charqueada, São Paulo, a usina local implementou um sistema de rastreabilidade do açúcar mascavo utilizando tecnologia blockchain, em parceria com a Embrapa e a cooperativa dos plantadores de cana. A fábrica, inaugurada há um ano e meio, mantém rigorosos controles de segurança alimentar, incluindo monitoramento 24 horas por câmeras e controle de acesso biométrico. O açúcar mascavo produzido não utiliza insumos para aclaramento, preservando seu sabor característico e maior riqueza nutricional em relação ao açúcar refinado. O processo de embalagem é cuidadoso para evitar contaminação e garantir a qualidade do produto.

Exportações de milho e carne de aves

As exportações brasileiras de milho em dezembro de 2024 totalizaram cerca de 4 milhões de toneladas, representando uma queda de quase 30% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram embarcadas mais de 6 milhões de toneladas. Apesar da redução, os estoques internos se mantiveram estáveis, evitando desabastecimento. O preço médio do milho recuou 5,5%, passando de US$ 226 para US$ 214 por tonelada. Por outro lado, as exportações de carne de aves apresentaram aumento de receita de 2,12% em dezembro de 2024 comparado a 2023, apesar da redução de 5% na quantidade embarcada. O preço médio por tonelada subiu 7,5%, indicando valorização do produto no mercado externo.

Panorama

O cenário agrícola brasileiro em início de 2025 apresenta desafios climáticos e de mercado que impactam diferentes setores. A produção de feno cresce com apoio tecnológico, mas enfrenta limitações territoriais. As condições meteorológicas exigem atenção redobrada para manejo de doenças e proteção das lavouras. A safra de laranja sofre com doenças e redução significativa, afetando estoques e preços. Iniciativas como concursos de geleias e avanços em rastreabilidade do açúcar mascavo demonstram esforços para agregar valor e inovação no campo. No comércio exterior, o milho registra queda nas exportações, enquanto a carne de aves mostra sinais de valorização.

Conteúdos

Reportar um erro

Comunique à equipe do Portal da CBN Ribeirão Preto, erros de informação, de português ou técnicos encontrados neste texto.