Feira Internacional do Livro e Leitura de Ribeirão Preto está com inscrições abertas para um concurso; saiba mais!
O slam, uma modalidade de poesia falada, Você conhece o slam, modalidade de poesia falada?, tem ganhado destaque na região de Ribeirão Preto, especialmente com a realização do concurso Slam 016, promovido pela Feira Internacional do Livro. As inscrições para a competição estão abertas até o dia 10 de junho. O evento é organizado pela Fundação Feira do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, em parceria com o Instituto Abayomi de Direitos Humanos e o coletivo Abayomi.
Luiz Henrique Batista, conhecido como Psiú, é responsável pela frente de slam e batalha do coletivo Abayomi. Ele explica que na cidade existem sete organizações de slam, cada uma reunindo cerca de 12 poetas por edição. Essas organizações são coletivos independentes, formados principalmente por jovens do movimento periférico, que realizam batalhas de poesia em espaços públicos, como praças centrais da cidade.
Organização e funcionamento do slam: As batalhas de slam são competições de poesia falada que ocorrem em níveis regional, estadual, nacional e até mundial, contando inclusive com eventos chamados de “copas de slam”. Durante as competições, os jurados são escolhidos entre o público presente e não precisam ter conhecimento prévio de poesia ou arte. Eles avaliam as apresentações com notas de 0 a 10, baseando-se no impacto que a poesia causou durante os três minutos de apresentação.
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Ao contrário do que muitos imaginam, os poetas podem tanto recitar de cabeça quanto ler seus textos durante a competição. O que realmente importa é a mensagem e a poesia transmitida, não a performance ou a memorização. O ambiente é acolhedor, e os poetas têm a oportunidade de repetir suas apresentações caso travem durante a competição, especialmente em eventos maiores.
Importância cultural e social: O slam tem ganhado visibilidade em eventos culturais importantes, como a Feira do Livro de Ribeirão Preto, o que contribui para o reconhecimento do movimento poético independente, especialmente o que ocorre nas periferias. Muitos poetas participam voluntariamente de atividades em escolas, promovendo saraus e oficinas de poesia, o que reforça o caráter social e educativo do slam.
O conteúdo das poesias frequentemente aborda críticas sociais e temas relacionados à realidade das periferias, sendo por isso chamadas de “poesias marginais”. Esse termo se refere a produções artísticas de pessoas que vivem à margem da sociedade, muitas vezes negras e periféricas, que utilizam a poesia como forma de expressão e resistência.
Origem e expansão do slam: O movimento slam teve origem nos Estados Unidos, especificamente em Chicago, com Mark Smith, um pedreiro que levou a poesia falada para bares e espaços públicos. No Brasil, o slam ganhou força com a atuação de Roberta Estrela D’Alva, que ajudou a popularizar o formato nas ruas e comunidades. Atualmente, o slam é majoritariamente realizado em espaços públicos, como praças e ruas, sendo um movimento independente e comunitário.
Inscrições e seletivas: As inscrições para as batalhas de slam são feitas no próprio dia da competição, por ordem de chegada, e os participantes devem chegar cedo para garantir sua vaga. As competições regionais, como o Slam 016, envolvem seletivas realizadas pelos coletivos locais, que escolhem os representantes para a final dentro da Feira do Livro.
Para mais informações, o público pode acompanhar as redes sociais do coletivo Abayomi, da Fundação Feira do Livro e do Slam 016 no Instagram.
Entenda melhor
O slam é uma forma de poesia falada que combina arte, performance e crítica social. As batalhas promovem a participação popular na avaliação das poesias, valorizando a mensagem e a autenticidade dos poetas. O movimento tem papel importante na democratização da cultura e na valorização das vozes periféricas.
“Os valores do trabalho estão tudo invertidos. Quem trabalha duro, produz o sustento e a economia dessa gentalhada recebe bem menos do que um bando de desocupado que gasta dinheiro vendo live NPC. Isso é pouco para a gente começar a entender o quão grandes são essas injustiças.” – Luiz Henrique Batista (Psiú)



