Cleiton Guimarães destaca que atual momento econômico pode trazer esse hábito de volta como meio de conseguir melhores condições
A economia brasileira tem apresentado mudanças significativas nos últimos tempos, influenciando diretamente os hábitos de consumo e as estratégias de negociação. Com a queda na circulação de dinheiro, seja físico ou eletrônico, a barganha tem ressurgido como prática comum em diversas transações.
A Queda na Circulação de Dinheiro e o Retorno da Barganha
Dados recentes apontam uma redução nas transações via Pix e também no uso de dinheiro em espécie. Embora a queda inicial no Pix tenha sido temporária, devido a desinformações sobre taxação, a diminuição do dinheiro físico é um fenômeno persistente. Esse cenário, associado às altas taxas de juros que encarecem o crédito e freiam o consumo, tem levado consumidores e empresas a retomarem a prática da barganha para obter melhores condições de compra e venda.
Estratégias de Barganha para Empresas e Consumidores
A barganha não é apenas uma prática de consumidores. Empresas também a utilizam em diversas estratégias. Na compra e venda de bens de alto valor, como imóveis e veículos, a permuta é comum. Além disso, a oferta de produtos e serviços diferenciados permite às empresas obter vantagens em negociações, conseguindo melhores preços de fornecedores. Programas de fidelidade e cashback também são formas de barganha que criam lealdade do cliente e estimulam as compras.
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O Poder da Negociação em Tempos de Crise
Em momentos de incerteza econômica, a capacidade de negociar se torna ainda mais crucial. Tanto empresas quanto consumidores buscam mitigar os efeitos negativos da crise por meio de acordos vantajosos. A barganha, portanto, não é apenas uma estratégia de economia, mas uma ferramenta fundamental para manter o mercado aquecido e garantir melhores resultados em transações comerciais. A confiança entre as partes é essencial para o sucesso da negociação, e programas de fidelidade contribuem para fortalecer esse vínculo.