Ouça a coluna ‘Oficina de Palavras’ com Luiz Puntel
Neste artigo, exploramos a diferença entre a concepção ocidental de “boa sorte” e a filosofia japonesa representada pela palavra “gambatte”. A discussão se baseia em um podcast que analisa como a sorte é construída, e não apenas esperada.
Boa Sorte: Destino, Acaso e Fé
Frequentemente, desejamos “boa sorte” a alguém que está prestes a enfrentar um desafio. Essa expressão, muitas vezes associada a elementos religiosos (“Deus te ajude”), implica uma dependência de forças externas para o sucesso. A ideia de destino e acaso também permeia essa concepção, sugerindo que o resultado depende de fatores além do nosso controle. No entanto, a professora Tina Seelig, de Stanford, argumenta que a “boa sorte” é algo que se constrói ativamente.
Gambatte: Esforço e Proatividade
Em contraponto à ideia passiva de “boa sorte”, a palavra japonesa “gambatte” (がんばって) enfatiza o esforço pessoal e a proatividade. Significa algo como “esforce-se”, “dê o seu melhor”, “faça acontecer”. Essa perspectiva destaca a importância da ação individual na construção do sucesso, independentemente de fatores externos. A professora Seelig ilustra essa ideia com exemplos de como correr pequenos riscos – como puxar conversa com estranhos ou apresentar seu trabalho a um editor – pode abrir portas e criar oportunidades.
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Construindo a Própria Sorte
A análise do podcast sugere que a “sorte” não é apenas uma questão de acaso ou destino, mas sim o resultado de uma combinação de esforço, proatividade e a busca ativa por oportunidades. A filosofia japonesa representada por “gambatte” oferece uma perspectiva inspiradora: ao invés de esperar pela sorte, devemos nos esforçar para criá-la, buscando oportunidades e correndo riscos calculados. A história da professora Seelig, que vendeu mais de um milhão de cópias de seu livro após correr o risco de mostrá-lo a um editor, exemplifica essa ideia. A mensagem final é clara: a sorte favorece os que se preparam e trabalham duro para alcançar seus objetivos.