Quem traz os detalhes é o crítico Marcos de Castro na coluna ‘Cinema’
O sucesso estrondoso de Um Lugar Silencioso 2, mesmo em meio à pandemia, é tema de nossa conversa com o crítico de cinema Marcos Castro. O filme, que superou as expectativas de bilheteria, continua a aterrorizar e a fascinar o público.
Um fenômeno de bilheteria
Com um orçamento inicial baixo (cerca de US$ 17 milhões), o primeiro Um Lugar Silencioso surpreendeu a todos ao arrecadar mais de US$ 100 milhões apenas nos Estados Unidos. Essa façanha se repetiu com a sequência, que já ultrapassou a marca de US$ 250 milhões mundialmente, demonstrando a força da franquia mesmo durante a pandemia. A performance de Emily Blunt, inclusive, lhe rendeu prêmios importantes, apesar do preconceito que o gênero terror enfrenta em premiações como o Oscar.
Sucesso e identificação com a pandemia
Marcos Castro destaca que Um Lugar Silencioso 2 superou o primeiro filme, principalmente por sua temática que ressoa com a experiência da pandemia. A impossibilidade de se comunicar livremente e a sensação de isolamento são elementos que conectam o filme com a realidade do público, tornando a experiência mais intensa. Embora o filme seja de ficção científica, a identificação com a situação pandêmica o torna mais verídico para o espectador.
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Tendências futuras no cinema
Questionado sobre a possibilidade de se tornar uma tendência a retratação de cenários pandêmicos no cinema, Marcos acredita que não. Embora Um Lugar Silencioso 2 utilize a pandemia como um ponto de referência, o filme se distancia da realidade ao apresentar monstros como ameaça, mantendo a ficção como elemento central. Ele espera que o cinema explore outros gêneros e que o Brasil, em particular, se destaque nesse cenário. O filme, apesar de usar a pandemia como metáfora, foca na tensão e no suspense, proporcionando uma experiência cinematográfica intensa e memorável, impulsionada pela excelente atuação de Emily Blunt e pelo trabalho de direção.



